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Opinião

Economia criativa

Publicado em 26/12/2019 13h59

Economia criativa

Emilson Alano de Carvalho, Mestre Adm. & Finanças

Tubarão


Brasileiros e brasileiras, amigos e amigas, por vezes ouvimos em discursos vazios de políticos aproveitadores da confiança das pessoas. Mas, o certo é que já estamos entrando no segundo quinto deste século, acreditando ou não em políticos precisamos participar das eleições que se avizinha, apostando nas pessoas e na economia criativa produzida na região.


Caiu a “ficha”! No século passado poucos brasileiros e catarinenses pensavam em novas formas de desenvolvimento que ultrapasse a visão exclusiva de crescimento econômico. Todavia, o termo economia criativa entra em pauta, buscando firmar inter-relação entre a tecnologia, inovação, cultura, criatividade e sustentabilidade.


A questão que precisamos responder hoje; é se estamos preparados ou em adiantada fase de preparação para os desafios a partir de 2020?


Uma coisa é certa; precisamos todos sair da zona de conforto, mudar, transformar, focar e dedicar-se na perspectiva de olhar sobre os modos de produção econômica. Um bom começo é fazer leitura de cenários prospectivos, considerando os movimentos políticos governamentais e privados em âmbito nacional, estadual, macro e microrregional, sobretudo aos planos com propostas de economia criativa, como um modelo de desenvolvimento alicerçado na criatividade e sustentabilidade.


Aliás, o conceito de economia criativa é relativamente novo, o que justifica a inexistência de definição acabada, pronta ou única sobre a temática. Contudo, podemos asseverar que a ideia da economia criativa ou creative economy, com o próprio termo sugere, é a união da economia com criatividade, onde matéria-prima principal é o capital intelectual.


Portanto, as pessoas são as protagonistas dos novos tempos e da nova economia, colocando à disposição da sociedade suas competências, talentos e habilidades, as quais muitas vezes são despertadas no locus acadêmico nas Universidades ou parcerias de públicos e privados, socioeconomicamente responsáveis.


Se de um lado temos a economia, que diz respeito à ciência que regula a produção, a distribuição e o consumo de bens e serviços, do outro, temos a criatividade, capaz de criar algo novo ou transformar algo que já existe. Assim, permite-nos acreditar na convergência entre economia e criatividade, constituindo campo fértil para o desenvolvimento sustentável. 


Aliás, como está o Centro de Inovação de Tubarão? A edificação física está atrasada é verdade pelo cronograma inicial apresentado. E, as providências jurídicas e legais como estão? E, por ultimo s demais cidades da microrregião estão inseridas no processo? Acredito que talentos da região desejam oportunidades para empreender e cabe aos governantes estimulá-los. É fato real que iniciativas de inovação e economia não prosperaram fragmentadas ou “em ilhas”, demandam conexões. Será que nossos empresários, investidores, técnicos, pesquisadores, estão alinhados ao projeto INOV@SC ou apenas conhecem o conteúdo de notícias políticas? Afinal, Tubarão será SEDE de um Centro de Inovação.


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