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Opinião

Não se deixe intoxicar!

Anderson Luis Pires Silveira - Estudante de Medicina da UFSM - andersonpires.ufsm@gmail.com

Publicado em 05/01/2019 00h28

A dinâmica de um relacionamento tóxico/abusivo, frequentemente, envolve o egoísmo, a mentira e, principalmente, a manipulação dos sentimentos das vítimas desse tipo de relação. Tais interações se evidenciam como danosas, porque, aos poucos, em razão dos abusos morais e físicos, por exemplo, a vítima de relacionamento nocivo vai perdendo a alegria de viver. Engana-se quem pensa que somente as mulheres são vítimas dessa dinâmica maligna. Os homens também sofrem diante de um (a) parceiro (a) manipulador (a)..

Um relacionamento tóxico/abusivo, normalmente, passa por três fases: idealização, desvalorização e descarte. Na primeira fase, o (a) manipulador (a) finge sentir carinho e amor intenso pela vítima da dinâmica abusiva. Na segunda fase, quando a vítima “baixa a guarda”, começa a desvalorização: a vítima estará sempre errada e passará a sofrer violência moral e/ou física, por exemplo. Na terceira fase – com a vítima, praticamente, sem autoestima e exausta – vem o descarte. Tal descarte pode acontecer porque o indivíduo manipulador encontrou outra vítima ou porque o elemento tóxico da relação encontrou outra maneira de se divertir. Frequentemente, esse comportamento nocivo acontece em função de variados transtornos mentais. Muitos desses transtornos não têm cura, mas tem tratamento. O problema é que, não raro, o (a) agressor (a) não costuma aderir ao tratamento psicológico.

Se tu és vítima de uma relação tóxica/abusiva e não consegues sair dessa situação, não te julgo. Tomo tal postura, porque entendo que, frequentemente, a manipulação comportamental e os jogos emocionais são tantos que a vítima não consegue compreender o cenário ao redor e, muito menos, reagir. Quando reage e consegue escapar da teia de manipulação, não raro, passa a enfrentar a campanha de difamação empreendida pelo (a) parceiro (a) manipulador (a). Assim sendo, para poder melhor lutar contra os abusos frequentes, faz-se necessário que a vítima, do relacionamento tóxico/abusivo, busque informações a respeito das relações tóxicas/abusivas, busque a reconstrução da autoestima e busque o fortalecimento mental. Tal fortalecimento pode ser otimizado por meio de um tratamento psicológico, por exemplo.  

Portanto, um relacionamento tóxico/abusivo, frequentemente, faz com que a vítima, dessa relação, perca energia vital. Tal desgaste emocional ocorre, porque, não raro, a vítima dá tudo de si, enquanto o outro lado da relação deseja apenas manipular e brincar com os sentimentos do (a) parceiro (a). Estar em um relacionamento tóxico/abusivo é como estar preso na teia de uma aranha. Assim sendo, para escapar dessa teia, faz-se necessário que a vítima conheça a si, conheça o material do qual a teia se constitui e, principalmente, conheça as táticas de manipulação usadas pela referida aranha.


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