Vanessa Mendes
Tubarão*

A dança é a linguagem artística que utiliza o corpo e seus movimentos a fim de expressar sentimentos e sensações. Há quem diga que está intrinsecamente ligada ao modo como entendemos os limites e possibilidades do corpo humano. Entretanto, muito mais do que uma linguagem natural ou espontânea, a dança sempre se relaciona com o contexto histórico-social em que ele se dá.

Os diferentes tipos de dança refletem e recriam os valores que o ser humano dá à beleza do corpo, e pode manifestar-se no respeito às diferenças ou em atitudes preconceituosas, semelhantes a corpos que não condizem com determinado padrão de beleza. Para a professora de educação física Mathilde Pantel, a dança vai além da arte.

“É uma composição perfeita. Une alegria, desenvoltura, sincronismo, concentração, encantamento, magia, espírito de equipe, ousadia, equilíbrio, emoção, enfim, uma posologia completa que nutre um mundo de fantasias”, define a professora, que atua na área há mais de 20 anos.

A dança, além da parte cultural, faz renascer nas pessoas habilidades muitas vezes desconhecidas. “Ela tem o poder de contagiar o público, com atrações e apresentações fantásticas. É impossível não entrar de corpo e alma, é um verdadeiro sonho, cheio de fantasias, movimentos, coreografias ousadas, que refletem a personalidade de cada dançarino”, conta a dançarina e professora Ana Elisa Campos.

Por ser uma parte cultura, que envolve literalmente o ser humano, na maioria das escolas no Brasil, a dança está presente nas aulas de educação física. As meninas ‘aprendem’ a dançar e, com isso, produzem apresentações ao longo do ano.

“É uma mistura de cultura. A essência é que a dança não trabalha somente a habilidade das crianças. A dança é para todos. Qualquer pessoa, de qualquer idade, pode dançar, mesmo sem levar jeito. Basta querer, e acreditar que pode fazer. Além disso, é uma atividade física maravilhosa”, expõe a professora Mathilde.

* Especial para o Notisul.