Amanda Menger
Tubarão

Ao menor sinal de tempo fechado muitos moradores de Tubarão ficam de sobreaviso: as ruas podem alagar e entrar água também em suas residências. A situação é comum para o aposentado Leonildo da Silva, do bairro Santo Antônio de Pádua. “Quando chove entra água na casa e muitos vizinhos perderam móveis e eletrodomésticos. Acompanhei uma vala desde a estrada geral de Congonhas, passando pelo Santo Antonio, São Luiz, Andrino, Recife e Aeroporto e em diversos pontos há entulhos, mato e até uma comporta fechada”, relata Leonildo.
Para o aposentado, a falta de manutenção agrava o problema dos alagamentos na cidade. “As valas estão obstruídas, a água das chuvas não tem para onde escorrer. Com a comporta fechada, os problemas aumentam, porque não há vazão para o rio”, reclama Leonildo.

Segundo o secretário de desenvolvimento urbano da prefeitura, Nilton de Campos, as valas precisam de manutenção constante. “Há mais de 20 quilômetros de vala e desde janeiro limpamos 4,2 quilômetros. Quando terminamos a segunda já está na hora de limpar a anterior novamente. Temos que contratar máquinas para fazer o trabalho, pois a prefeitura não dispõe destes equipamentos”, afirma Nilton.
Uma parte das valas está em plantações de arroz.

”Nesta área fotografada, os produtores não são sócios da cooperativa (Copagro). Sugerimos que tenham valas exclusivas para a drenagem pluvial e outras para irrigação. A intenção é conversar com os produtores. É possível chegarmos a um acordo para, até mesmo, a abertura de novas valas. Sobre a comporta fechada, se observar a foto, verás que a vala não está cheia. Além disso, os rizicultores são os primeiros a abrir as comportas. Com elas fechadas, a granja enche e eles podem perder a lavoura”, explica o presidente da Copagro e vereador Dionísio Bressan Lemos (PP).