A prefeitura de Urupema contratou um grafiteiro para criar faixas de pedestres em 3D no lugar das faixas elevadas. A iniciativa além de embelezar a cidade e cumprir o dever de garantir a segurança no trânsito, ainda trouxe uma economia de R$ 7,500 ao cofre público.

Conforme o secretário de Turismo do município, Antenor Arruda, o orçamento para três faixas elevadas estava em R$ 9 mil. Já com a pintura das três estruturas em 3D, a prefeitura gastou cerca de R$ 1,5 mil, entre material e mão de obra.

“Nós vimos a iniciativa em outros municípios e resolvemos fazer aqui também. Contratamos um grafiteiro e seguimos as regras de uma faixa de pedestre normal, apenas com o sombreamento da estrutura”, disse Arruda.

As faixas têm quatro metros com distância, com 60 centímetros entre uma e outra. Segundo o secretário, não há Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) no município, mas autoridades foram consultada para a execução do projeto.

As faixas começaram a ser pintadas em setembro. Na semana passada, foi feita uma nova demão de tinta na estrutura.

 

O grafiteiro Everton Figueiró foi responsável pela pintura. O artista faz grafites na rua há 20 anos, mas esta foi a primeira vez que usou a técnica para o asfalto.

 

“Eu utilizei a tinta asfáltica, a tinta própria para o asfalto mesmo, tinta pra faixa, e também algumas técnicas com spray para fazer sombreamento que a gente usa”, disse Figueiró.

A reportagem procurou o Departamento de Trânsito de Santa Catarina (Detran-SC) para informações sobre a legislação envolvendo esse tipo de iniciativa, sem resposta até a publicação desta notícia.

Pinturas similares foram feitas no Mato Grosso, no Acre, em São Paulo, além de países como China, Índia, Geórgia e Islândia. A ideia é usar a ilusão de ótica como um fator a mais para fazer o motorista reduzir a velocidade e permitir a passagem dos pedestres.