Fabrício mostra a garrafa ainda fechada, com o papel no interior
Fabrício mostra a garrafa ainda fechada, com o papel no interior

Karen Novochadlo
Tubarão

 
Ao servir uma “gelada” para os fregueses no último sábado, em Tubarão, o comerciante Fabrício Gonçalves Rosseti, 34 anos, teve uma surpresa. Antes mesmo de abrir a garrafa de cerveja, percebeu uma sujeira no interior. Ao olhar mais de perto, viu uma embalagem de bala. 
 
“Foi um susto”, lembra o proprietário do Bar do Gordo, na Passagem. Ele alega que tentou trocar a garrafa no distribuidor da bebida e não conseguiu. “Eles disseram que eu devia entrar em contato com o serviço de atendimento ao consumidor. Mas foram eles que me venderam. Vou procurar os meus direitos”, avisa. 
 
Hoje, Fabrício visitará o Procon e um advogado para processar a fabricante de cerveja. Ele trabalha com a marca há um ano e dois meses. Foi a primeira vez que viu algo do tipo.
 
Representantes da distribuidora garantem que quiseram efetuar a troca da garrafa, mas o cliente não quis. Em 2004, a fábrica de uma marca de refrigerante foi condenada a pagar uma indenização de R$ 10 mil, por danos morais, materiais e psíquicos a uma dona de casa de Tubarão. A vítima encontrou uma barata dentro da garrafa, após consumir metade do conteúdo, na década de 90.