#Pracegover Foto: na imagem há uma mulher, uma cadeira, mesa, computador, folhas e um livro
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A advogada e procuradora do município de Tubarão, Patrícia Uliano Effting, de 47 anos, está entre os 12 nomes que concorrem à vaga de desembargador (a) do Tribunal de Justiça de Santa Catarina pelo Quinto Constitucional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A profissional nascida em Laguna, atua há 22 anos na área. É casada, tem dois filhos e possui escritório de advocacia na Cidade Azul, onde reside.

Segundo ela, de seus 22 anos de atuação na advocacia pública e privada, com experiências na academia e na OAB/SC, possui títulos que lhe deixa orgulhosa. ” Mas nada me honra mais que oferecer o meu nome ao Quinto Constitucional e fazer parte da primeira eleição direta da nossa Ordem. Prezo muito a razão, mas o meu coração não deixa de me auxiliar”, expõe.

A profissional de direito acredita que, para que seja colocado em prática os princípios do artigo 3° da Constituição Federal, alcançando uma sociedade livre, justa e solidária, é preciso combater qualquer forma de preconceito. E esse deve ser o norte para todas as decisões, ainda que as mais pontuais. “Não podemos esquecer que vivemos em um ordenamento jurídico com enorme necessidade de interdisciplinaridade. Penso que a humanização do judiciário é a maior contribuição que alguém, que esteja na função judicante, pode trazer a toda a sociedade, notadamente neste momento em que vivemos tanta dicotomia, de tantas agressões, de tanto desrespeito”, observa.

Patrícia assegura que se há algo que orgulha a sua trajetória pessoal e profissional, é o combate a todo e qualquer tipo de preconceito. “Sou contra a intolerância, seja de raça, cor, credo, orientação sexual ou qualquer outra que viole o direito de cada um ser o que é. Combater o preconceito é um princípio de vida, mas tenho a convicção de que não basta ser contra, é preciso agir. Junto à OAB/SC, participei ativamente da Comissão de Direito Homoafetivo e de Gênero, e sei que posso fazer ainda mais caso tenha a honra de vir a ocupar o cargo de desembargadora do Tribunal de Justiça de Santa Catarina pelo Quinto Constitucional”, pontua.

Como mulher, ela crê na importância da figura feminina nos tribunais pátrios. “Defendo a necessidade de ocupar novos espaços, mas não apenas porque sou mulher, mas realmente pelo preparo para integrar o quadro de desembargadores. Sou conhecedora das lutas da advocacia catarinense e, pautada pela ética e pela técnica, defenderei questões centrais para a classe, como o regramento dos honorários e a atuação efetiva do Tribunal de Justiça de Santa Catarina junto à Ordem dos Advogados e outros tribunais”, finaliza.

Na próxima segunda-feira (21), Patrícia e mais 11 candidatos que disputam à vaga passarão pela inédita eleição por voto direto da advocacia, quando será formada a lista com seis indicados da Seccional para a vaga. Estes serão submetidos ao Tribunal de Justiça, que definirá os três nomes finalistas. O governador de Santa Catarina, Carlos Moisés terá a responsabilidade de definir entre eles quem será o próximo desembargador ou desembargadora.

3 fatos profissionais que orgulham Patrícia

1° lugar no concurso público para o cargo de Procurador Jurídico do Município de Tubarão.
Publicação da obra “A Finalidade do Princípio da Igualdade: nivelação social – Interpretação dos atos de igualar”.
Citação pelo Doutrinador Paulo Bonavides como integrante da “plêiade feminina de destaque nos círculos do Direito pátrio”, entre nomes como os das Ministras Ellen Gracie e Carmem Lúcia

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