#Pracegover foto: na imagem há uma criança
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A moradora de Tubarão Maria Alice Luz da Silva Rosa, de 5 anos, alcançou uma grande etapa na luta contra a Paralisia Cerebral (PC) motora, do tipo diplegia espástica.  A Paralisia cerebral (PC), é o achado clínico mais incapacitante na infância. A família dela recebeu autorização da Justiça Estadual para receber da operadora de saúde Centro Clinico Gaúcho LTDA todos os tratamentos indicados pela médica especialista que a acompanha.

A ação com decisão liminar foi proferida no início desta semana. Com o parecer, a menina e os seus familiares iniciarão o tão sonhado tratamento, que engloba programas intensivos de Terapia fonoaudiológica, terapia psicológica e doze programas intensivos de terapia multiprofissional. Conforme os advogados Ana Clara Bittencourt Werner Corrêa e Henrique Werner Corrêa de Tubarão, a decisão liminar proferida pelo desembargador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) Rubens Schulz,  Maria Alice possui o direito de receber todos os tratamentos indicados pela médica especialista.

Pelas redes sociais e por meio do WhatsApp, a mãe da menina, Débora da Rosa Luz, comemorou a conquista. “Finalmente o dia que tanto almejamos chegou! Quem acompanha a nossa luta para ter o tratamento da Maria Alice sabe que tentamos de todas as formas acionar o judiciário para que o Estado fornecesse o tratamento, porém não obtivemos sucesso”, expõe.

Ela conta que após a negativa do Estado ingressaram com uma nova ação contra o plano de saúde e, finalmente conseguiram  uma decisão liminar. ” Não é uma decisão definitiva, mas é uma decisão para que a Maria Alice receba os tratamentos necessários a manutenção da sua saúde, até que venha uma sentença para determinar oficialmente acerca do fornecimento do tratamento. Quero deixar registrado a todos que ajudaram a Maria Alice, que não soltaram a nossa mão em hipótese alguma, a nossa eterna gratidão.Passamos por tanta coisa juntos, não é  mesmo? No dia de hoje eu tô exploooodindo de alegria! Peço a Deus que abençoe a cada um de vocês!”, comemora.

O tratamento ajuda que Maria Alice melhore o comportamento dentro de casa. Antes ela ficava a maior parte do tempo no colo e não era uma criança ativa, mas agora interage com os familiares e com outras pessoas. Ela se alimenta com mais autonomia.

O diagnóstico da PC envolve alterações no movimento e postura do corpo secundários a uma lesão do cérebro em desenvolvimento. Pode ocorrer durante a gestação, ao nascimento ou no período neonatal.

Há uma grande variação nas formas como a PC se apresenta, estando diretamente relacionadas à extensão do dano neurológico: lesões mais extensas do cérebro tendem a causar quadros mais graves. Os diferentes graus de comprometimento motor e cognitivo podem levar a um leve acometimento com pequenos déficits neurológicos até a casos graves, com grandes restrições à mobilização e dificuldade de posicionamento e comprometimento cognitivo associado.

As alterações da parte motora incluem, problemas na marcha (como paralisia das pernas), hemiplegia (fraqueza em um dos lados do corpo), alterações do tônus muscular (espasticidade caracterizada por rigidez dos músculos) e distonia (contração involuntária dos membros). Em casos graves, há necessidade do uso de cadeira de rodas. Já as alterações cognitivas incluem problemas na fala, no comportamento, na interação social e no raciocínio. Os pacientes também podem apresentar convulsões.

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