#Pracegover Foto: na imagem há um homem de roupa preta e azul, uma cadeira, mesa e acessórios
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Ah, o verão! Nesta época do ano quase todo mundo adora se refrescar na água: crianças, jovens, adultos e idosos. Na estação das altas temperaturas, os banhos de mar, rio, cachoeira e piscina são práticas frequentes. Vale lembrar, porém, que o tempo que passamos com os ouvidos dentro da água, pode causar otite, uma doença inflamatória ou infecciosa que afeta a região.

As otites externas são muito mais frequentes no verão porque o contato com a água é maior, seja no mar, em rio ou na piscina. Conforme o médico otorrinolaringologista de Tubarão, Carlos Eduardo Monteiro Zappelini, as otites são todas as infecções ou inflamações das orelhas, desde o pavilhão auditivo até a região mais interna. “A otite externa concentra o seu diagnóstico quando afeta principalmente o pavilhão, o canal da orelha, que chamamos de conduto auditivo, e a região mais externa da membrana timpânica”, conta.

Ela ocorre devido a um processo inflamatório da pele e tecidos adjacentes dessa região. “Normalmente temos uma camada de cera e outros componentes como pele, bem saudável e íntegra, protegem a orelha externa de microbiotas, como as bactérias ou fungos, que podem, se houver uma ruptura dessa proteção, gerar as infecções”, relata.

O profissional conta que as principais causas são os traumas relacionados a essa camada de proteção ou remoção da mesma, a falta de cera e até um excesso de limpeza. “Usar as hastes de algodão muitas vezes ou algum outro instrumento para fazer a limpeza do canal do ouvido pode gerar danos à saúde daquela pele, da integridade dela e gerar como consequências as infecções dessa região”, alega.

De acordo com o doutor Carlos Eduardo, os quadros clínicos são de dores intensas na região, saídas de secreção, edema, que é o inchaço do canal do ouvido, associado ou não com a perda de audição, dependendo do grau de obstrução que aquele edema ou inchaço cause no conduto auditivo. O diagnóstico é estabelecido pelo médico por meio dos critérios clínicos do paciente, o que ele relata, associado ao exame físico. “Uma avaliação desde a região do pavilhão auditivo até a utilização de um aparelho que denominamos de otoscópio que visualiza toda a região do conduto auditivo externo”, explica.

Ele destaca que o tratamento se baseia em uma boa limpeza da secreção, para que a medicação possa chegar no lugar afetado, uso de analgésicos e muitas vezes o uso de compressas mornas na região, associado com medicações tópicas à base de antibióticos, antiflamatórios e também antifúngicos, se for causado por um fungo. “Deve ser sempre acompanhado por um médico e a medicação começa a dar uma resposta já no segundo ou terceiro dia”, finaliza.

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