#Pracegover Foto: na imagem há um homem de roupa branca, mesa, cadeira e um quadro
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O verão chegou há pouco mais de um mês e desde o início da estação estamos convivendo com altas temperaturas e com o clima bem quente. Nesta semana, por exemplo, os termômetros marcaram em várias cidades de Santa Catarina temperaturas próximas dos 40ºC com sensação térmica passando dos 50ºC. Nesse contexto, surgem alguns questionamentos sobre como essa estação do ano pode influenciar o corpo humano e a saúde dos indivíduos.

O médico cardiologista de Tubarão, Gustavo Thomaz de Aquino, pontua que as alterações climáticas rigorosas influenciam diretamente o funcionamento do corpo humano. Ele destaca que o corpo é um equipamento bastante sensível que busca viver em equilíbrio com o meio ambiente. “Para que esse equipamento funcione bem, é necessário que a temperatura interna esteja numa faixa de 36ºC a 36,7ºC. Para manter essa temperatura, o corpo utiliza-se de um sistema regulador que é controlado pelo hipotálamo,uma área do cérebro, que age como um termostato ajustado para manter os órgãos internos sempre na faixa dos 36.5º,explica.

O profissional de saúde conta que com o calor, ocorre a vasodilatação das artérias e desta forma, o sangue fica mais livre para a sua circulação. “Aqueles pacientes que já são hipertensos e tomam medicamentos vasodilatadores, por exemplo, ao serem expostos ao calor excessivo podem  relatar tonturas, desmaios, a sensação de vertigem, porque acabam fazendo uma hipotensão. Que significa baixar a pressão arterial ou um baixo fluxo cerebral por causa dessa vasodilatação”, constata.

Doutor Gustavo expõe que os pacientes reclamam que a vista fica embaçada, tonturas, vertigem, tudo girando. Segundo ele, os coronariopatas, que são aqueles pacientes que possuem uma insuficiência coronariana, que já infartaram ou colocaram um stent no coração, nos casos de pressão baixa eles podem ter desmaios, arritmia,desenvolver angina, dores no peito por causa do baixo fluxo na coronária.”Tudo isso por conta dessa vasodilatação sistêmica. Esses são alguns dos efeitos mais comuns por causa do calor nesses pacientes que já usam essas medicações, que possuem essas comorbidades. Porém, esses são casos isolados”, observa.

Ele aconselha que é importante não se expor de forma excessiva ao sol, procurar ficar mais em locais com sombra.”Evitar a exposição ao calor e manter o corpo sempre hidratado, cuidar da pressão arterial . É preciso entender que o calor em excesso faz mal”, assegura.

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