Laguna

Familiares e amigos iniciaram, há cerca de duas semanas, uma campanha nas redes sociais e também no site vakinhavirtual #TodospelaFernandaEloase para arrecadar recursos e ajudar a jovem de Laguna Fernanda Eloase Chefer, de 22 anos, diagnosticada com Epifisiólise Bilateral. A doença caracteriza-se pelo deslocamento do colo do fêmur em relação à epífise femoral, ou seja, é o escorregamento da cabeça do fêmur na bacia. Por ser pouco conhecida popularmente, a enfermidade é facilmente confundida com dores musculares e ósseas.

A campanha foi iniciada no último dia 4, e o objetivo é arrecadar cerca de R$ 60 mil para a realização do procedimento cirúrgico, porém, até à tarde de ontem foi juntado pouco mais de R$ 1,2 mil, apenas. “Durante muito tempo, minha situação foi tratada como fratura. Tenho parafusos em meus quadris. Eles foram colocados quando eu tinha entre 11 e 12 anos. No entanto, em novembro passado, fui diagnosticada com Epifisiólise Bilateral, Devido à constatação tardia da doença, ela atinge um quadro de artrose precoce”, explica Fernanda. 

A lagunense mora com a família no centro da Cidade Juliana, e eles não possuem recursos para custear o procedimento. Por isso, precisam da ajuda de doadores para tentar realizar o sonho da jovem, que é passar pelo procedimento cirúrgico. “Meu maior objetivo é realizar essa cirurgia na Santa Casa, no Rio Grande do Sul, depois acordar e não sentir mais dores e limitações. Pretendo voltar a trabalhar, terminar o ensino médio, pois tive que parar devido às dores, e depois iniciar um curso superior”, planeja.

As causas da doença ainda não foram totalmente esclarecidas. Mas, costuma-se atribuir a epifisiólise a um desequilíbrio endócrino, microtraumas ou à obesidade. Acredita-se que o enfraquecimento da placa que une o colo com a epífise femoral é, mais frequentemente, causado pela ação de determinados hormônios. A faixa de incidência mais importante da doença é entre os 10 e 14 anos, para ambos os sexos. Os sintomas mais comuns são: dor na virilha que pode irradiar para a face interna da coxa até o joelho, marcha em rotação externa do membro inferior e, quanto mais acentuado o desvio da cabeça do fêmur, o paciente terá maior dificuldade na mobilidade do quadril e mais dor.