Pequim, China

O pior terremoto que atingiu a China nas últimas três décadas e matou quase 15 mil pessoas atraiu a doação de mais de US$ 158 milhões (R$ 262,60 milhões) em mantimentos e dinheiro, segundo contagem da agência estatal Xinhua.

A ajuda foi oferecida por Províncias da China não atingidas pelo terremoto, regiões próximas – como Hong Kong e Taiwan – outros países – como Japão, EUA, Rússia, Coréia do Sul, França, Cingapura e Tailândia, além das doações de organizações internacionais como o Comitê Olímpico Internacional e pessoas físicas.
Somente o governo chinês realocou US$ 35,7 milhões (R$ 59,3 milhões) para um fundo de ajuda às áreas afetadas.

A Comissão Regulatória Bancária da China expediu uma ordem ontem para que todos os bancos abram uma linha especial para doações para o desastre, de maneira que as pessoas possam colaborar de qualquer lugar da China e do exterior por meio de instituições sérias. Estima-se que haja mais de 50 mil vítimas entre mortos e desaparecidos.
De acordo com o ministério de recursos hídricos, a cidade de Dujiangyan – que tem cerca de 630 mil habitantes – poderia ser inundada se os problemas na represa não fossem contidos.

O primeiro-ministro chinês Wen Jiabao encorajou os sobreviventes a terem confiança em reconstruir as suas casas. Wen inspecionou o resgate no distrito de Beichuan, uma das regiões mais afetadas pelo terremoto.
“Os sobreviventes devem continuar vivendo e, até mesmo, melhorar suas vidas”, disse Wen. “Na frente de calamidade, o importante é que devemos ter determinação no combate ao desastre e confiança num futuro”, disse.