Tubarão

Encontrar um telefone público em bom estado de conservação ou que pelo menos funcione tornou-se uma tarefa difícil em Tubarão. Muitos dos “orelhões” são estragados por vândalos e o conserto demora.

A má conservação gera inúmeras reclamações por parte das pessoas que precisam utilizar os aparelhos. O supervisor técnico da RM Infraestrutura, empresa terceirizada pela Oi que executa a manutenção e a reposição de telefones públicos na Amurel, Agenor Cunha, não tem um levantamento de quantos telefones públicos estão danificados na cidade. E nem mesmo quantos estão instalados.

No último fim de semana, o engenheiro civil Douglas Antunes fez inúmeras tentativas até conseguir encontrar um telefone que estivesse funcionando. O estado precário dos aparelhos também chamou a atenção do engenheiro. “Estava no bairro Dehon e precisei fazer uma ligação. Como não levei o celular, tentei usar o telefone público. Depois de seis tentativas, encontrei um que estava apto para fazer uma ligação”, relata Douglas.

Outro fato destacado pelo engenheiro é a “segunda utilidade” que os “orelhões” ganharam: muitos se tornaram pontos de publicidade. “Algumas pessoas e empresas fixam cartazes, mas há pessoas que têm a ousadia de pintar o ‘orelhão’, para divulgar os seus serviços. É necessário uma maior fiscalização”, alerta Douglas.
Em muitos locais é comum, encontrar telefones de serviços como mototáxis e até de pizzarias. Estima-se que o prejuízo com cada aparelho possa chegar a R$ 1,2 mil.