Professores, funcionários na área de educação e universitários participaram da iniciativa com o intuito de reeducação psicomotora.

Tubarão

Você, leitor, que está agora sentado em uma cadeira lendo, certo? Ou até mesmo em pé, porém curvado para os lados ou à frente… Está equilibrado e consciente nesta ação ou meio tortinho e largado? Ontem, no auditório do Sindicato dos Professores e Auxiliares de Administração Escolar de Tubarão (Sinpaaet), foi promovida uma oficina de Técnica de Alexander. A iniciativa está longe de ser um tratamento, ela é vista como um método que ajuda a estabelecer hábitos saudáveis de postura e, possivelmente, diferente dos que a nossa própria percepção pessoal considera ‘normal’.

Conforme a professora da técnica, formada pelo Constructive Teaching Centre, em Londres, na Inglaterra, Sibele Regina Vareschi Pereira, o objetivo é que as pessoas analisem e mudem esses maus hábitos, os quais se têm como resultado tensões musculares desnecessárias e mau uso do corpo. Em consequência disso se dá o começo para diversas patologias como a dor nas costas. “Só pensamos em nosso corpo quando sentimos dor. E não podemos agir desta maneira. A Técnica de Alexander não é um treino, mas um hábito”, constata a profissional.

Conforme Sibele, quando se foca em um movimento, o cérebro aprende a gastar somente a energia necessária para aquela ação – cantar, dançar, correr, dirigir e trabalhar, por exemplo. A Técnica Alexander visa à reeducação da mente e do corpo, encontrando um novo balanceamento de tensões e forças.

“Sofri um acidente há pouco mais de três anos. Vejo que se não fosse adepta a esta técnica poderia ter uma recuperação um pouco mais lenta ou problemática. Com ela, não apenas podemos identificar o que estamos fazendo de errado, mas também como buscar os movimentos sem o excesso de força que provoca dores e contusões”, observa a professora.