Suplente de vereador Ida Rodrigues do Livramento, do  PPS, assumiu cadeira da titular Marcia Figueredo Boing  (PMDB). Entre as suas proposições, estão pedidos para melhorias de ruas e para o setor da saúde
Suplente de vereador Ida Rodrigues do Livramento, do PPS, assumiu cadeira da titular Marcia Figueredo Boing (PMDB). Entre as suas proposições, estão pedidos para melhorias de ruas e para o setor da saúde

 

Zahyra Mattar
Armazém
 
Nas eleições de 2008, a então candidata Ida Rodrigues do Livramento (PPS) concorreu ao seu primeiro pleito municipal. A tentativa foi incentivada por familiares e amigos. Ida tem, hoje, 45 anos e nunca militou na política. Ainda assim, sempre foi atuante em sua comunidade, em Armazém.
 
Pois dona Ida arriscou e elegeu-se, inacreditavelmente, com apenas nove votos. Isso mesmo: nove votos. Como defendeu a coligação Todos por um Armazém Melhor, que aglutinou as siglas PSDB, PMDB, DEM e PPS, a legenda ajudou Ida a ficar como última suplente do grupo.
 
“Sinceramente, concorri por pura curiosidade. Muita gente pediu, mas ninguém votou em mim. Agora, recebi esta surpresa. Todos os outros suplentes abriram mão da vaga a meu favor. Sei que é uma caridade o que fizeram, porque sou uma pessoa muito simples”, considera dona Ida.
 
A suplente fica na vaga da titular Marcia Figueredo Boing (PMDB), que cumpre licença médica, até novembro deste ano. Bastante prestigiada na posse, no começo deste mês, Ida já fez solicitações para melhorar as ruas de Armazém, que considera um dos maiores problemas agora.
 
“Choveu muito. Está uma vergonha. Mas eu entendo que não tem como a prefeitura fazer tudo de uma vez. Em contrapartida, a cobrança da comunidade é grande”, pontua Ida. Segunda-feira, em sua terceira sessão no legislativo, a vereadora fez pedidos para o setor da saúde. Quer melhorias nos postos.
“Posso não ajudar, mas também não vou atrapalhar. Mesmo que faça parte do governo, é preciso que o grupo entenda que faz parte do trabalho cobrar. Esta foi a primeira lição que aprendi neste tempo em que estou aqui (na câmara)”, ensina a vereadora.