Foto:Priscila Loch/Notisul
Foto:Priscila Loch/Notisul

Perfil
Mauro Mariani é deputado federal reeleito por Santa Catarina. Formado em gestão pública, filiou-se ao PMDB em 1995, e em todas as eleições que participou foi o candidato mais votado da sigla. Em 1996 foi eleito prefeito de Rio Negrinho, reeleito em 2000 com ampla maioria de votos. Já em 2002 concorreu como deputado estadual e conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa. É presidente do PMDB em Santa Catarina há cinco meses.

 

Letícia Matos
Tubarão

Notisul – Apesar da decisão do PMDB de permanecer ao lado da presidente Dilma pelo menos nos próximos 30 dias, o diretório do partido catarinense decidiu desembarcar nesta semana do governo petista. Como foi visto esse ato? 
Mauro Mariani –
A decisão foi tomada. O PMDB pratica este gesto no sentido de provocar os outros PMDBs do Brasil e essa atitute deu resultado. Dez estados seguiram na mesma linha.

Notisul – Nesta sexta-feira foi iniciado o processo de impeachment. Nos bastidores, o vice-presidente Michel Temer afirma que até a primeira quinzena de abril o governo Dilma cai. Qual tempo pode levar?
Mauro Mariani –
Tem o rito. Na câmara não levará os 45 dias. Após a sessão inicial, a presidente Dilma  terá dez sessões do plenário da Câmara dos Deputados para apresentar sua defesa e o colegiado terá cinco sessões depois disso para votar parecer pela continuidade ou não do processo de impeachment. Imagina a cena: Temos os dois terços na câmara. Isso é fato! Aí vai para o senado. No dia de votação terão 200 mil pessoas na frente do Congresso Nacional. Aí como é que vai ser? E não vai a ser a pressão do momento que decidirá. Já está decidido. Tudo isso que ocorreu nestes últimos dias já devido a pressão popular. As pessoas protestam de forma estantenea.