Tatiana Dornelles
Tubarão

Célia Maria Ermínia dos Santos, 44 anos, trabalha há dez como costureira e gosta muito do que faz. Todos os dias acorda para ir trabalhar com vontade, pois acredita que a profissão é uma forma de arte. “Sempre trabalhei como costureira registrada e não lembro exatamente quando houve reajuste salarial. Minha profissão era meio desvalorizada”, conta Célia Maria.
A partir de hoje, a costureira e os colegas de trabalho têm o que comemorar. A categoria, assim como todo o setor de vestuário, teve um reajuste de 8%.

Para Marcos Antônio de Souza, 32 anos, que trabalha como costureiro há 18, o aumento salarial veio em boa hora. “O salário estava defasado e é maravilhoso o reajuste. É uma forma de valorizar a nossa profissão, pois é um setor que movimenta o comércio. O mais gratificante é ver o que produzimos no corpo das pessoas. Amo o que faço”, garante o costureiro.
Segundo ele, deveria haver mais investimentos em cursos profissionalizantes voltados à costura. “A qualificação é importante, entretanto, é necessário mais investimento em cursos para quem trabalha no setor”, ressalta Marcos Antônio.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Vestuário de Tubarão e Região (Sintraves), Carlos Zamparetti, explica que anualmente o setor recebe aumento. Contudo, este ano, o reajuste foi maior. “Tecelão, revisora, passadeira, por exemplo, receberão R$ 480,00, mais as incorporações. Com tudo, o salário chega a R$ 521,50.

O sindicato patronal aceitou o reajuste porque não há mão-de-obra qualificada. Se não fosse pelo nosso trabalho, o aumento não passaria de 3,3%”, ressalta.
Na região, há cerca de oito mil trabalhadores (emprego formal) no setor de vestuário. Em Tubarão, são aproximadamente três mil.