Tubarão

O Centro de Valorização da Vida realiza um trabalho voluntário há 56 anos. Por meio do telefone 188, gratuito e nacional, mais de duas milhões de ligações foram recebidas em 2017. A expectativa é que, neste ano, este número chegue a duas milhões e quinhentas mil. Apesar de muitas pessoas acharem que no CVV só se escuta falar de tristeza, há muitas pessoas que ligam para agradecer e para compartilhar boas notícias. Então, porque não deixar que os próprios voluntários contem um pouco das suas histórias?!

“Um rapaz, que no início da ligação, me trouxe uma situação: queria saber qual era a minha opinião sobre o assunto. Sabendo que não seria relevante naquele momento a minha opinião, questionei por que motivo seria importante para ele. Ele me contou que era para poder compreendê-lo. Ele disse que era sua primeira ligação para o CVV e contei como funcionava o trabalho, a nossa escuta atenta, amorosa e livre de julgamentos. A pessoa então gostou muito deste último princípio, pois tudo que precisava ao desabafar era alguém que a escutasse com amorosidade. Senti que a pessoa estava esvaziando o copo, ficando mais leve, e senti que falar e ser ouvido era tudo o que precisava. A conversa durou 1h30”, conta a voluntária plantonista CVV Tubarão, Helena.

“Os feedbacks positivos que recebemos são muito gratificantes. As vezes a pessoa liga chorando, passando por um momento bem ruim, e no final da conversa, as vezes depois de duas horas, ela consegue desligar sorrindo, dando uma risada. A gente percebe que uma boa acolhida, um bom atendimento, uma fala amorosa e se colocar realmente no lugar do outro, surte efeito. As pessoas que nos procuram agradecem demais a disponibilidade do voluntário, que está ali com a função de ouvi-las. Elas reportam muito que não tem para quem falar, com quem desabafar e que acham incrível estarmos ali, dedicando o nosso tempo, muitas vezes num final de semana, simplesmente para ouvi-las. Elas agradecem muito a figura do CVV e também o voluntário”, destaca a voluntária plantonista CVV Tubarão, Nani.

“Algumas ligações nós queremos apagar, por conta do conteúdo que muitas vezes é pesado e difícil. Mas outras me marcam muito. O que mais me chama a atenção é quando pessoas ligam para contar que são gratas. No meu último plantão, uma senhora ligou não para desabafar, mas sim para agradecer. Disse que depois que ela ligou para o CVV (e já fazia isso há algum tempo), começou a se curar da depressão. Esse é um dos depoimentos que mais me emociona. Nós observamos que nosso trabalho voluntário, esse sentimento de altruísmo que nos move, realmente faz sentido para alguém. Plantamos uma sementinha, e lá na frente conseguimos colher”, pontua o  voluntário CVV Tubarão, Ricardo.

Seja um voluntário

Atualmente o CVV conta com mais de 2.500 voluntários plantonistas que realizam os atendimentos. Porém, o número de ligações ainda é muito elevado: em média de oito mil por dia. Por isso o CVV está sempre precisando de pessoas interessadas em participar. Caso você tenha vontade de ser um voluntário, pode entrar em contato através da página CVV Tubarão, no Facebook, e enviar uma mensagem, ou então pelo www.cvv.org.br. O novo curso de seleção de voluntários, em Tubarão, acontece em novembro.