Tubarão

Quem passou pela Unisul Campus Tubarão deve ter percebido uma ação diferente. Cartazes amarelos foram espalhados pelo local, em alusão ao Setembro Amarelo, mês de prevenção do suicídio e valorização da vida. A ação foi uma iniciativa da Liga de Psiquiatria e Saúde Mental (Laps), do Curso de Medicina da instituição.

A ideia surgiu a partir da identificação de um grande estigma que existe dentro da universidade: as doenças mentais e o suicídio. “Decidimos agir dentro da Unisul, com o objetivo de atingir professores e alunos, principalmente da área da saúde, que muito provavelmente vão lidar com a realidade da epidemia de doenças mentais que viemos enfrentando”, comenta a presidente da Laps, Paola Soares Medeiros.

Além dos cartazes, há também uma ação interativa, em que as pessoas podem escrever seus sentimentos e compartilhar com quem passa pelo local. “Fizemos um cartaz com a pergunta ‘Por que vale a pena viver?’, no qual as pessoas podem escrever as suas respostas, com o intuito tanto de fazer reforço às próprias razões de continuar vivo, quanto dar razões para quem não esteja conseguindo encontrá-las” afirma Paola.

Centro de valorização da vida

Em todos os cartazes da ação realizada pela LAPS, há o número de telefone 188, do Centro de Valorização da Vida (CVV). O CVV é uma entidade sem fins lucrativos que presta serviços gratuitos de prevenção ao suicídio pelo número 188, que também é nacional, e pela internet, através do site www.cvv.org.br.
Nos cartazes também existe escrita a hashtag #setembroamarelo e também a rede social do Laps Unisul. Dois meios de comunicação e informação sobre o tema que podem ajudar a responder algumas dúvidas das pessoas. 

Estigma universitário

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) 90% dos casos de suicídio poderiam ser prevenidos. De acordo com alguns dados, a cada 45 minutos no Brasil, uma pessoa tira a própria vida. Para a presidente da Laps, é inaceitável que, dentro de um contexto universitário, ainda exista este estigma. “É inaceitável que se saia de uma universidade, ambiente educador, sem entender que qualquer pessoa é susceptível a ter uma doença mental, mas que existe tratamento, que existe ajuda profissional e que este profissional saiba, pelo menos, encaminhar um paciente adequadamente”, afirma.