Carolina Carradore
Tubarão

Encontrar cadeirinhas e assentos que permitem crianças de até sete anos e meio serem transportadas em veículos tornou-se uma tarefa difícil em Tubarão. A falta do equipamento nas lojas de todo o país fez o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) prorrogar a resolução que obriga o uso das cadeirinhas para 1º de setembro.

A situação do mercado de Tubarão não é diferente do restante do país. Aqui, a maioria dos lojistas foi pego de surpresa, pois não esperavam uma demanda tão intensa no mercado. Um exemplo é o da enfermeira Rosa Eliane Alves, 38 anos. A cadeirinha usada pela filha Juliana, de cinco anos, já está pequena e ela quer comprar uma nova. E o problema está justamente em encontrar o equipamento. “Sei que ainda não há fiscalização, mas quero garantir a segurança a minha filha”, enfatiza Rosa.

No Magazine Luiza as vendas aumentaram 100% no último mês. “Fizemos um novo pedido para atender toda a demanda. Devemos estar com o estoque cheio em 20 dias”, antecipa a vendedora Pamela Walter. Na Benoit as cadeirinhas também ‘sumiram’. Em 20 dias mais de 50 produtos foram vendidos. A loja também já trotou de reforçar o estoque.

Acerte na hora da compra
Existem três tipos de equipamentos: o bebê conforto, apropriado para criança até 1 ano; a cadeirinha direcionada, para os pequenos de 1 a 4 anos; e o assento de elevação, destinado a crianças entre 4 a 7 anos. Após essa idade, a criança pode utilizar o banco de trás do carro.

Mas como nem todos os pimpolhos da mesma faixa etária têm peso e altura semelhantes, a coordenadora de campanhas educativas do Detran de Santa Catarina, Rosângela Bittencourt, passa a dica para os país escolherem o equipamento correto.

Quando o pé do neném que ainda usa o bebê conforto alcançar o banco do carro, é hora de ser transportado em uma cadeirinha. A mesma regra vale para mudar para o assento. A criança só não precisará de um equipamento específico quando seus pés alcançarem o assoalho do veículo. “O uso desses dispositivos diminuem drasticamente as chances de mortes e lesões de crianças em casos de acidentes”, ensina Rosângela.