#PraCegoVer Na foto, uma pessoa usa uma luva azul e seguro um frasco onde foi coletado material biológico para um teste de hepatite
Os pacientes são acompanhados pelas autoridades de saúde municipais e estaduais. Dive/SC emitiu alerta nesta terça-feira (10) para todo o Estado - Foto: Tek Image | Science Photo Library | Getty Images

O terceiro caso suspeito de hepatite de etiologia desconhecida foi notificado nesta quinta-feira (12) para a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive-SC). A confirmação foi feita nesta sexta-feira (13). Trata-se de uma criança ide 3 anos, de São José, com registro do início dos sintomas em abril. O paciente está internado em um hospital de Florianópolis e teve sorologias negativas para hepatite A, B e C. Este e os outros dois casos estão sendo investigados pelas Secretarias de Saúde das Prefeituras, com apoio da Dive-SC e do Laboratório Central de Santa Catarina (Lacen-SC). A primeira notificação, em uma criança de 7 anos, de Itajaí, foi feita na última sexta-feira (6) ao Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde de Santa Catarina (CIEVS/SC). O segundo caso, de um adolescente de 16 anos, de Balneário Camboriú, foi informado nesta segunda-feira (9). O Ministério da Saúde também foi informado dos três casos.

No Brasil, conforme dados do Ministério da Saúde, são 29 casos em monitoramento em sete Estados: dois no estado do Espírito Santo, quatro em Minas Gerais, três no Paraná, dois em Pernambuco, sete no Rio de Janeiro, três em Santa Catarina e oito em São Paulo. Em nota, nesta sexta-feira (13), a Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou um alerta para o aumento de casos. A hepatite de origem desconhecida está acometendo crianças em, ao menos, 20 países. Até esta quinta-feira (12), a OMS havia confirmado 348 notificações. A maior quantidades de casos é no Reino Unido, onde há 163 pessoas, todas menores, em tratamento médico-hospitalar. Há relatos também na Espanha, Israel, Estados Unidos, Dinamarca, Irlanda, Holanda, Itália, Noruega, França, Romênia, Bélgica e Argentina. A doença atinge principalmente crianças de um mês a 16 anos e até o momento foi relatada a morte de uma criança, na Irlanda. A doença manifesta-se de forma muito severa e não tem relação direta com os vírus conhecidos da enfermidade. Em cerca de 10% dos casos (17 pacientes) foi necessário realizar o transplante de fígado.

A hepatite é uma inflamação do fígado que pode ter diversas causas, desde infecções virais até consumo excessivo de álcool, alguns medicamentos e substâncias tóxicas. Os principais vírus que causam hepatite são A, B, C, D e E. Há ainda as hepatites autoimunes, que são doenças crônicas em que o próprio sistema imunológico do indivíduo ataca as células do fígado, causando inflamação e alteração da função do órgão. A hepatite súbita e grave em crianças saudáveis é considerada incomum, tanto que ela não está relacionada a qualquer um dos tipos comumente causadores da doença. Resultados preliminares dos casos de hepatite de etiologia desconhecida investigados até o momento apontam que não há relação da doença com a vacinação contra a Covid-19. É importante que os pais e responsáveis fiquem atentos aos sintomas característicos de hepatite aguda nas crianças, como vômitos, diarreias, náuseas, dor abdominal e pele e olhos amarelados. Se houver qualquer suspeita, elas devem ser imediatamente levadas a um serviço de saúde para que possam ser avaliadas e tratadas.

Fonte: Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina e Agência Brasil
Edição: Zahyra Mattar | Notisul

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