Wagner da Silva
Braço do Norte

O delegado da Polícia Civil de Braço do Norte, Bruno Ricardo Vaz Marinho, deverá entregar na próxima semana um relatório sobre o processo administrativo referente à falsificação de documentos de aprovados em concurso para motorista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Enquanto o relatório não é concluído, novas provas surgem. Uma delas é o novo depoimento da esposa do proprietário de uma empresa de formação de profissionais para área de resgate. Ela confessou ter falsificado a assinatura de um médico e de uma enfermeira.

Em depoimento, recentemente, a mulher voltou atrás em sua primeira declaração. Ela disse desconhecer os fatos e contou que ambos, médico e enfermeira, residiam em outras cidades e, pela urgência dos aprovados, falsificou as assinaturas.

O delegado também levantou informações de que um dos membros da equipe do Samu, aprovado no concurso, não possuía o curso, ministrado pelo Serviço Social de Transporte (Senat) na época da contratação. “Enviamos o documento para a perícia para análise. Mas a prestadora de serviço afirmou que, até a entrega da documentação, o contratado não possuía o curso”, explica o delegado.

Segundo Bruno, a mulher poderá ser indiciada pelo artigo 298 do Código Penal por falsificação de documentos. A pena para o crime é de um a cinco anos de prisão e multa.

O outro lado da questão
• O concurso da prefeitura de Braço do Norte, com três vagas para motorista do Samu, foi realizado no dia 16 de março de 2008. Em 1º de agosto, os aprovados começaram a ser chamados para o processo de contratação.

• O ex-coordenador do Samu, Manoel de Souza Couto, solicitou a documentação dos aprovados para as vagas de motorista. O levantamento mostrou que alguns documentos possuíam assinatura diferente. O fato foi denunciado ao jurídico da prefeitura e a Polícia Civil passou a investigar o caso.

• Um médico, graduado para a certificação dos profissionais, afirmou a falsificação dos documentos. Com esta prova, na primeira semana deste mês, a promotoria reabriu o caso, solicitando novos depoimentos, para oferecer o direito de ampla defesa aos acusados. Após tomarem conhecimento da reabertura, os três acusados teriam cinco dias para protocolar, junto à promotoria da prefeitura, a sua manifestação.