Wagner da Silva
Orleans

Na busca por atender a Lei Federal nº 11.445, que trata de diretrizes ao novo modelo de gestão de saneamento básico, representantes de 46 municípios do Rio Grande do Sul acompanharam, durante dois dias, os projetos desenvolvidos pelos Serviços Municipais de Água e Esgoto (Samaes) de Orleans, São Ludgero e Urussanga.

A visita foi motivada pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa) que considera os serviços prestados pelos Samaes catarinense modelos em gestão de água. Durante os dois dias, 59 pessoas entre prefeitos, vices, secretários e outros representantes das administrações de três regiões do estado gaúcho (extremos sul, nordeste e planalto central) acompanharam de perto cada passo do processo desenvolvido na coleta e tratamento.

Segundo o coordenador regional da Funasa no Rio Grande do Sul, Gustavo de Mello, os município que visitaram as cidades catarinenses foram selecionados por terem extrema necessidade de mudança na gestão da água. “São locais com baixo poder econômico e com um grande desafio em relação ao saneamento. A visita serve ainda como incentivo para que criem um consórcio regional para desencadearem ações práticas”, explica.

Para o presidente da Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul) e prefeito de São Lourenço do Sul, José Sidney Nunes de Almeida (PT), a visita deve justamente acelerar o consórcio intermunicipal para a criação de um Centro de Referência na Qualidade da Água. “A maioria dos contratos de concessão estão para vencer e a instituição de autarquias municipais poderia ser uma boa solução”, pondera.

Gestores gaúchos impressionam-se
com a gestão catarinense

O diretor do Samae de Orleans, Antonio Ironildo Willemann, explica que a escolha do município foi feita pela equipe da Funasa por conta do avanço da cidade na gestão de água.

Atualmente, Orleans possui 98% de cobertura de tratamento de água e esgoto. “Faltam apenas mil famílias da zona rural para alcançarmos os 100%. Nosso modelo, acredito, pode ser adaptado à realidade destes municípios”, avalia.

Este avanço em relação ao próprio estado catarinense e ao país, chamou a atenção dos gestores gaúchos. Tanto, que o prefeito de Garibaldi, Cirano Cisilotto (PT), observa que o Rio Grande do Sul está muito atrasado em relação a gestão de tratamento de água e esgoto.

“Estamos no início do trabalho. Santa Catarina está anos na nossa frente neste sentido. Os modelos de Samaes que conhecemos aqui são excelentes em todos os aspectos, possuem ótimas e enxutas estrutura, além de serem eficiente em seus serviços”, elogia.