Liliane Dias
Capivari de Baixo

 

Quem nunca fez algo na vida que tenha se arrependido? Algumas coisas são fáceis de corrigir e outras nem tanto. Algumas deixam sequelas, outras não são possíveis de forma alguma. Quando jovens as pessoas tendem a eternizar acontecimentos de alguma forma, muitos fazem por meio de tatuagens. Mas, com o passar dos anos, algumas delas perdem o sentido e a representatividade.

Além dessa simbologia, há também as formas de definir estilos. Seja por estética, vaidade ou mesmo para a autoestima. Alguns exemplos são as maquiagens permanentes e os designers de sobrancelhas. Da mesma forma que as ‘tattoos’, tanto o arrependimento, quanto um resultado não esperado, pode frustrar a pessoa. Mas, para estes casos há uma saída.

A micropigmentadora, Tayse Alves, explica que existem várias formas de efetuar essas remoções. “Elas podem ocorrer por meio de dermoabrasão, cirurgia, peeling químico e laser. A forma mais comum é a remoção a laser”.

Vale ressaltar, que a escolha da técnica a ser utilizada, dependerá da necessidade da pessoa. “Principalmente da pressa que a cliente tiver em remover. Cirurgia é um processo mais rápido. Já a laser é mais longa, pois tem a necessidade de esperar 30 dias para a próxima sessão”, pontua.

 

Remoção a laser

Tayse explica que no processo a laser são necessárias algumas sessões para remoção da tatuagem. O laser é só um coadjuvante, ele quebra a tinta em micropartículas, elas vão para corrente sanguínea. Os macrófagos, células de defesa que atuam no sistema imunológico, elimina a tinta pelo sistema linfático.

O intervalo de uma sessão para outra é de no mínimo 28 dias, não podendo realizar outra antes desse prazo. Os macrófagos permanecem atuando na remoção dentro deste período, por isso, é necessário respeitar este intervalo”, orienta a profissional.

Com relação ao número de sessões, dependerá da profundidade em que foi feita a tatuagem. Já o valor dependerá do tamanho. “Quanto mais superficial for, mais rápido sairá. E quanto mais profunda, mais difícil será para remover, pois exigirá maior número de sessões para alcançar as camadas”, detalha Tayse.

Outro fator importante é a cor da tatuagem. Esta questão poderá influenciar no resultado do trabalho. “A cor preta sai até 99%, e remove alguns vermelhos. Outras cores o laser ND Yag não remove”, explica.

 

Problemas que podem ocorrer

O alerta é para os casos em que a pessoa não tenha os devidos cuidados e não respeite o número de dias necessários após a aplicação. “A falta de cuidado pode resultar em consequências como cicatriz e situação inversa, ou seja, a área que deveria ser removida, ficar ainda mais escura”, expõe.

Mesmo não sendo muito comum, outa possibilidade é de que a pessoa tenha algum tipo de reação alérgica. “O laser só vai quebrar a tinta, pode ser que a pessoa tenha alergia do produto que está encapsulada na pele. E com a quebra desta tinta, pode ocorrer um efeito alérgico, quando vai para corrente sanguínea”, detalha.

Tayse explica que cada pessoa tem uma forma de reagir a alergias, mas o mais natural são bolhas, inchaço excessivo e muita coceira. Neste caso, a recomendação é procurar um médico.