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Tubarão

Os motoristas que precisarem trafegar pela SC-382, que liga as Termas da Guarda ao centro de Tubarão, próximo ao Mercado Franciele, devem ficar atentos à sinalização. O trecho está em meia-pista e poderá ser interditado totalmente. Equipes da secretaria de desenvolvimento urbano da prefeitura de Tubarão começaram a trabalhar ontem na recuperação da rede de drenagem.

O rompimento de uma caixa coletora da rede pluvial fez com que o terreno cedesse, o que ‘criou’ uma cratera na pista da rodovia. O problema foi levantado pelo Notisul no último dia 11. “O asfaltou começou a ceder no dia 27 de dezembro. Um dos vizinhos, preocupado com a situação, trouxe uma carga de areia e avisou o Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra) e a Polícia Militar Rodoviária Estadual (PMRe). No Ano-Novo cedeu mais, e o Deinfra colocou mais uma carga de areia, mas com a chuva do dia 3 o problema aumentou”, conta o eletrotécnico Jedeon Vieira da Rosa.

Uma equipe do Deinfra voltou ao local em outras oportunidades para averiguar a situação. “Firmamos um convênio com o Deinfra e a prefeitura está refazendo a drenagem. Hoje (ontem), começamos a cavar e precisamos trocar de máquina para poder chegar até a caixa que está a mais de 4,5 metros de profundidade. Sinalizamos o local e daremos continuidade amanhã (hoje) ao trabalho”, explica Adriano Holthausen, diretor de saneamento da secretaria de desenvolvimento urbano da prefeitura.

Com o término da drenagem, o asfalto será recuperado. “Veremos o que é possível fazer, mas acredito até que a prefeitura irá recuperar a pavimentação porque a drenagem é responsabilidade deles e o problema foi causado pelo dreno”, afirma o gerente de infraestrutura da secretaria de desenvolvimento regional em Tubarão, Léo Goularte.

com buracos preocupa moradores
O operador de máquinas Marcelo Freitas Bleyer, de Tubarão, costuma utilizar a bicicleta como meio de transporte no dia-a-dia. Porém, nas últimas semanas, andar sobre duas rodas tem sido perigoso. A rua onde Marcelo mora, a José Nicolau de Carvalho, ao lado do salão paroquial da igreja de Monte Castelo, está cheia de buracos.

“Em diversos pontos da rua há buracos. Os moradores estão ‘sinalizando’ com galhos de árvores, mas à noite não é possível enxergar e está perigoso, principalmente para os motociclistas”, reclama Marcelo. Além dos buracos, outro problema são os alagamentos. “Na chuva desta semana chegou a entrar água em algumas casas. O valo que passa ao lado não deu conta, está entupido e os granjeiros de arroz estão fechando a comporta mais à frente. Isso impede a vazão de água para o rio Congonhas”, queixa-se o aposentado William dos Santos.

O problema desta rua, segundo o secretário de desenvolvimento urbano da prefeitura, Nilton de Campos, é a rede de drenagem. “Os tubos romperam e o terreno está encharcado e começa a ceder, o que provoca os buracos. Temos apenas duas equipes trabalhando e não dão conta de tanto serviço. Teremos que refazer a rede de drenagem”, explica Nilton.

Ontem, após conversar com a reportagem, o secretário solicitou a uma das equipes que sinalizasse com cavaletes a rua. “Recolocamos algumas pedras com mais areia para nivelar a rua. Voltaremos, se possível amanhã (hoje), para abrir a rua e trocar a tubulação de drenagem”, afirma Adriano Holthausen, diretor de saneamento da secretaria de desenvolvimento urbano da prefeitura.

te mês já choveu 389 milímetros em Tubarão
Nos últimos meses, conseguir aproveitar o fim de semana todo, sem chuvas, é uma raridade. E o próximo não será diferente. A formação de um ciclone trará novamente instabilidade ao estado, principalmente entre o sábado e o domingo. Com isso, o volume de precipitação deste mês entrará para a história como um dos janeiros mais chuvosos. A média histórica é de 143 milímetros (mm), mas até o dia 20 já havia chovido 2,72 vezes mais, ou seja, 389 mm. O janeiro mais chuvoso até hoje foi o de 1996, com precipitação de 443,9 mm.

Pelos dados colhidos pelo engenheiro químico Rafael Marques, em uma estação meteorológica montada na Vila Moema, no último dia 2 choveu 70 mm, e dia 3, 191 mm. “O dia 3 de janeiro é o segundo dia mais chuvoso desde 1940, quando há registros. A exceção é o dia 24 de março de 1974, data da enchente, quando choveu 200 mm”, relata Rafael, que realiza a pesquisa de mestrado sobre as chuvas na Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão.

No dia 19, em pouco mais de 20 minutos, choveu 19 milímetros. “Se a chuva tivesse persistido durante uma hora, teria chovido 200 mm neste período. Foi muita água em pouco tempo. Por isso, ocorreram diversos pontos de alagamento”, explica o engenheiro. Na última segunda-feira, o volume de chuvas também foi alto e, em pouco mais de três horas, a precipitação foi de 64 milímetros.

Segundo o meteorologista do Ciram/Epagri, Marcelo Martins, os verões são mais chuvosos no estado. “O que temos é a formação de diversos sistemas que provocam chuva, mas nada extraordinário. O ciclone deste fim de semana provocará chuva, mas não deverá causar transtornos ou prejuízos financeiros”, avalia o meteorologista. O sistema de baixa pressão deverá formar-se entre o continente e o oceano. “Isso é o que atrai umidade do mar para a terra e a consequente chuva. É possível que os ventos também sejam mais fortes e haja ressaca no mar”, esclarece Marcelo.