Imbituba

O Projeto Toninhas com 15 anos de pesquisas relacionadas a cetáceos, no litoral Norte de Santa Catarina, ampliou a sua área de atuação para o Sul do Estado. Em sua terceira fase, o programa passa a concentrar esforços também na região de abrangência da Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca (APA-BF), uma unidade de conservação federal que irá agregar mais nove municípios ao território de cobertura do projeto.

Em suas fases anteriores, o programa estava direcionado à Baía Babitonga, no litoral Norte, onde vivem cerca de 50 toninhas, única população conhecida da espécie que vive em ambiente estuarino no Brasil. Desde então pesquisadores com grande experiência têm atuado na pesquisa e conservação desse golfinho, que é o mais ameaçado de extinção no Atlântico Sul Ocidental. Desde setembro do ano passado, por meio do patrocínio da Petrobras, foi possível estender a área de estudos para a região da APA-BF.

A coordenadora do projeto, Marta Cremer comemora a atuação junto a uma unidade de conservação. “As unidades são ferramentas importantes para a conservação das espécies ameaçadas. No caso das unidades de uso sustentável, como a APA. O manejo das atividades no território é feito de forma participativa com a comunidade, aliando a conservação da biodiversidade com a sustentabilidade econômica da região. Um excelente exemplo para a Baía Babitonga”, explica a pesquisadora.

Com a adesão da APA, uma área com cerca de 130 quilômetros litorâneos será agregada a iniciativa. Entre as atividades previstas para essa nova fase estão a realização de sobrevoos e a utilização de um sistema de monitoramento acústico passivo, tecnologia de ponta, que pela primeira vez é utilizada com toninhas, em parceria com a Agência Sueca de Gestão Marítima e de Águas (Swedish Agency for Marine and Water Management – Swam), o Jardim Zoológico Sueco Kolmarden Djurpark, e a empresa britânica Chelonia Limited. O Projeto Toninhas é realizado pela Univille