#Pracegover foto: na imagem há uma mulher e um quadro
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A descompactação da tabela salarial dos professores do Estado de Santa Catarina, divulgada pelo governo de Carlos Moisés, frustrou a maioria dos profissionais efetivos da área da educação. Os docentes afirmam que os valores contidos na proposta oficial são contraditórios.

Conforme uma professora de Jaguaruna, com essa tabela, por exemplo, ela não ganhará 10% de aumento. “A situação está muito amarrada. Poucos são mestres e raros são os doutores. Um professor que tem doutorado não está mais no Estado há muito tempo. Ele vai para uma universidade na coordenação de curso ou de uma pós-graduação e palestrar. Ele não fica no Estado com esse salário. O governo coloca que quem possui doutorado ganhará R$11 mil, mas só no final da carreira. Não há ganho real”, assegura a docente.

Uma professora efetiva da Escola de Educação Básica Senador Francisco Benjamin Gallotti, pontua que a proposta salarial de descompatibilização enviada pelo Governo do Estado para à Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), ela não vai ao encontro aos anseios da categoria. “O percentual proposto aos referentes níveis de formação e aperfeiçoamento vieram muito abaixo das expectativas. Tem sido divulgado na mídia que os professores receberão R$11 mil, porém esse valor beneficiará poucos docentes, pois a maioria dos profissionais da educação são especialistas”, destaca.

Segundo a docente da escola estadual de Tubarão, somente os profissionais com doutorado e final de carreira que receberão os R$11 mil. “A expectativa da categoria era muito grande em virtude do aumento significativo oferecido aos professores Admitidos em Caráter Temporário (ACT) e aos profissionais que ingressaram no último concurso. Esse aumento não foi incorporado ao vencimento, ele está como complemento. Pode ser retirado a qualquer momento. Esperamos que essa proposta seja revista e os percentuais sejam mais justos, beneficiando a maioria que formam o magistério estadual, que são os especialistas”, finaliza.

O projeto que deveria ser entregue na semana passada deverá ser encaminhado para Alesc nos próximos dias. Caso seja aprovado, ele deve ser aplicado a partir de de janeiro de 2022, quanto também o salário deve ser alterado, em caso de aprovação. São quase 78 mil professores que se enquadram no grupo.

De acordo com o Governo do Estado, o reajuste beneficia 19.520 servidores ativos, 27.955 inativos e 30.208 admitidos em caráter temporário, totalizando 77.683. Com isso, o salário final da carreira de um professor doutor passa dos atuais R$ 7.084 para R$ 11.086.

A proposta foi construída com a participação dos deputados que compõem a comissão mista da Assembleia Legislativa que trata da revisão salarial dos servidores públicos estaduais. O projeto garante um reajuste mínimo de 10% da tabela. Os reajustes mais significativos foram concedidos aos profissionais com mestrado e doutorado, que terão incrementos de 28,8% a 56,4%. A mudança se aplica também aos servidores inativos.

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