O câncer de mama é o segundo tipo de câncer que mais acomete as brasileiras, fica somente atrás do de pele não melanoma. São dois tipos de tumores de alta incidência no país.

Conforme o Instituto Nacional do Câncer (INCA), neste ano estima-se registrar 66 mil e 280 novos casos. Apesar de ser um tipo de tumor predominantemente feminino, os homens também podem desenvolver a doença, que atinge 1% do total de casos.

Diante dos altos índices nas mulheres, destacados em âmbito internacional neste mês nas campanhas do Outubro Rosa, muitas pessoas ainda têm dúvidas quanto ao tipo de exame que deve realizar como prevenção.

“Como o câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação desalinhada de células da mama, essa desordem cria células anormais que se transformam em um tumor. No processo, a doença evolui de diferentes formas e cresce, uns mais rápidos, e em outros mais lentos. Com isso, cada tumor tem características próprias”, explica o mastologista do Complexo Médico Provida, Dr. Marcos Medeiros.

Diante dos inúmeros comportamentos apresentados pelo câncer de mama, o médico destaca que a mamografia é a principal ferramenta para a detecção precoce da doença, principalmente na descoberta de casos em que não apresentam sintomas.

“O autoexame das mamas também é uma ferramenta muito importante na descoberta do tumor, além de ajudar na localização de alguma alteração ou desconforto na região, principalmente quando realizado todos os meses. Mesmo assim, esse tipo de exame não substitui a mamografia, que continua a ser ainda mais precisa para identificar indícios muito pequenos, imperceptíveis, oferecendo diagnóstico mais cedo e contribuindo com maiores chances de cura. A mamografia salva vidas”, ressalta o mastologista.

Evolução dos diagnósticos
Segundo o INCA, na década de 50, o autoexame das mamas surgiu nos Estados Unidos como uma estratégia para diminuir o diagnóstico de tumores em fases avançadas. Ensaios clínicos nos anos 90 mostraram que esse tipo de exame não reduzia a mortalidade pelo câncer de mama. Desde então, diversos países passaram a adotar estratégias para conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce.

Quando investigar
A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda que a primeira mamografia seja realizada anualmente a partir dos 40 anos de idade. Caso haja histórico familiar, então deverá ocorrer dez anos antes da idade da parente que teve a doença. Deve-se também fazer consultas anuais com o ginecologista e exames periodicamente. Além da atenção quanto à idade, existem outros fatores de risco e alguns deles podem ser evitados:

  • Primeira menstruação precoce (antes de 12 anos)
  • Menopausa após os 55 anos
  • Mulheres que nunca tiveram filhos
  • Mulheres que efetuaram uso de reposição hormonal (acima de cinco anos) na menopausa
  • Histórico da doença na família
  • Obesidade
  • Consumo de álcool
  • Tabagismo
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