Wagner da Silva
São Ludgero

A superlotação do Presídio Regional de Tubarão é um problema conhecido. Enquanto as obras do novo prédio ainda estão na fase de terraplanagem, a falta de vagas no sistema prisional da Amurel dificulta os trabalhos da Polícia Civil no Vale. Prisões estariam deixando de ser realizadas por falta de espaço para os detentos.
O vereador Edemilson Dalfembach (DEM), de São Ludgero, levará o problema ao conhecimento dos vereadores na próxima sessão. “O presídio de Tubarão é uma novela há tempos. Precisamos levantar a bandeira para que a obra seja concluída brevemente. Dar uma resposta à sociedade”, afirma.

Enquanto isso não ocorre, Edemilson explica que as delegacias estão praticamente de mãos atadas. “Não podem cumprir com as suas responsabilidades e enviar os presos para o presídio regional por falta de vagas”, observa. Segundo ele, vários procedimentos deixam de ser executados. “Isso cria um descrédito nos organismos de justiça e sobressai o clima de impunidade, descrédito nos poderes”, lamenta.
O delegado de Braço do Norte, Bruno Ricardo Vaz Marinho, diz que há três presos na delegacia. O problema é que o local não oferece condições para abrigá-los.

Além disso, os trabalhos de rotina ficam prejudicados, já que, em vez de investigar casos na rua, policiais devem agir como agentes prisionais e vigiar os presos. “A situação de Braço do Norte já foi comunicada ao Departamento Estadual de Administração Prisional (Deap), para que uma solução seja apresentada”, observa. Sobre os problemas levantados pelo vereador, o delegado preferiu não comentar.