Área sugerida, no Sertão da Estiva dos Pregos, tem de 20 a 30 hectares e é recuperada ambientalmente.
Área sugerida, no Sertão da Estiva dos Pregos, tem de 20 a 30 hectares e é recuperada ambientalmente.

Amanda Menger
Tubarão

O secretário estadual de segurança pública e defesa do cidadão, Ronaldo Benedet, garante que o Presídio Regional de Tubarão será construído em Congonhas. A confirmação foi feita ontem, quando acompanhou a visita do governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) a Tubarão.
Os moradores, contudo, “batem o pé” contra a escolha do terreno localizado no bairro. Na noite de ontem, mais de 50 pessoas participaram de um novo protesto na câmara de vereadores. No sábado, eles realizaram uma carreata, que saiu da comunidade em direção ao centro da cidade.

Entre as justificativas apresentadas pelos moradores está a falta de estrutura da comunidade. “Não tem condições de receber um presídio. As ruas estão péssimas, não temos tratamento de esgoto, na área escolhida não tem água potável. O fluxo de veículos será intenso, e será pior ainda no verão, com o movimento dos turistas em direção ao Camacho”, critica o auxiliar de enfermagem Jaimor Paes Vieira, um dos organizadores do protesto.
O vereador José Luiz Tancredo (PP) sugeriu um outro terreno. “É uma forma de conciliar as expectativas da comunidade com a necessidade de construir um novo presídio”, explica.

A “nova” área fica próxima à igreja, no Sertão da Estiva dos Pregos. O terreno, segundo o vereador, pertence à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Mineradora Rio Deserto e Mineradora Catarinense. “O local tem de 20 a 30 hectares e foi recuperado ambientalmente. Em linha reta, está mais próximo do Fórum do que o de Congonhas, e isso é bom, porque os presos precisam sair para audiências judiciais”, observa Tancredo.

A proposta será apresentada pelo vereador no encontro que ocorre hoje na secretaria de desenvolvimento regional em Tubarão. Uma comissão de moradores do bairro estará reunida com o secretário César Damiani. “Vamos conversar com a comissão sobre o projeto, apresentar os dados que dispomos e fazer uma relação das dúvidas dos moradores e encaminhar um ofício com as perguntas para os responsáveis na administração estadual”, explica o secretário regional.