Após uma crescente valorização, o preço do suíno voltou a cair na última semana de outubro. O motivo da baixa é a maior oferta do produto no mercado. O presidente regional da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Adir Engel, explica que o preço do quilo baixou R$ 0,10 em uma semana.

Com isso, o valor do produto é comercializado no início deste mês a R$ 2,20. “A expectativa era de melhora, o que acabou por não ocorrer”, lamenta Adir. Ainda com a grande oferta da carne de suíno no mercado, um dos principais fatores para a queda de preço é a diminuição no consumo.

“Os frigoríficos não trabalham com prejuízo e sobra para o produtor arcar com este valor. Se o consumo não aumentar, o início do próximo ano será registrado historicamente como o pior para o setor. Com isso, o suinocultor obrigatoriamente terá que buscar outra fonte de renda para, mais uma vez, superar este momento de crise”, analisa o presidente regional da entidade de classe.

Por outro lado, a retenção de animais nas granjas também é citada como motivo para a redução do preço. “Visto que no fim do ano a procura pela carne de porco aumenta, muitos produtores não venderam os animais na esperança que o preço aumente. O resultado disso é que os suínos acumularam nas granjas, o criador ficou sufocado e precisou vender o que tinha. Isto também colaborou para a queda do valor pago”, compara Adir.

Para ele, o momento não é de pensar em exportação. “Precisamos aquecer o mercado interno. Os grandes conglomerados preparam e estocam o produto a partir deste mês. Precisamos estar atentos. As próximas duas semanas serão fundamentais para o setor”, opina.