Zahyra Mattar
Tubarão

Alguma atitude precisa ser tomada com urgência para auxiliar o “morador” do Centro Municipal de Cultura (CMC), na praça Walter Zumblick, no centro de Tubarão. Ao meio-dia desta sexta-feira, o homem, cabeludo, estava fora de si. Agressivo, ele chegou a ameaçar quem passava em frente a sua casinha de papelão, feita em um dos vãos do CMC. Mesmo aqueles que tentaram chegar perto para tentar oferecer ajuda levaram um “corridão”.

Transtornado, provavelmente pelo uso de álcool, o andarilho gritava para os motoristas: “Burgueses com máquinas de quatro patas, vocês vão morrer tudo. O apocalipse se aproxima”. A atitude, que comovou quem ia para casa almoçar, demonstra o quanto este ser humano precisa ser auxiliado. Não importa de onde veio. O fato é que ele está em Tubarão e compete ao poder público local resolver a questão.

Mais uma vez, o Notisul tentou contato com a secretaria de assistência social para buscar uma resposta de por que ninguém faz nada em relação a este andarilho e vários outros que estão abrigados sob as cabeceiras das pontes, igrejas, terminal urbano (ao lado do Mercado Público) e praças. A secretária Vera Stüpp está chateada com o jornal por conta da matéria publicada na última segunda-feira.
Uma indicação veio da secretaria de saúde. A assessoria de imprensa informou que, se o andarilho oferece perigo, a questão cabe à secretaria de segurança e trânsito da prefeitura. O chefe da pasta, João Batista Andrade, e o adjunto, Adolfo Pinter, não atenderam ou retornaram as ligações.

Mais uma vez, há falta de mecanismos que facilitem proporcionar auxílio para a população de rua em Tubarão. A prefeitura pode e deve ir além do que já faz nestes casos. A secretaria de assistência social distribui roupas, cobertores, alimento e passagens. Mas é preciso reformular a política para atendê-los. Isto é possível porque já foi feito em 2006, no caso do andarilho Jairo Oliveira Silva.

Polícia Militar
Na Polícia Militar, o comandante do 5º Batalhão, tenente-coronel Eduardo Mendes, disse que está a disposição da prefeitura de Tubarão. “As pessoas são livres para falar o que quiserem. Não houve um crime para intervenção policial. Acredito que caiba à prefeitura solicitar nosso apoio. Estamos a disposição sempre que precisarem”, garante o comandante.