A Polícia Civil de Tubarão investiga o caso de uma jovem que postou nas redes ter sido assediada sexualmente por um motorista de um aplicativo de transporte. Inicialmente a jovem não registrou boletim de ocorrência, mas a polícia teve conhecimento da situação pela internet e iniciou as investigações. 

De acordo com delegada Jucinês Ferreira, da Delegacia de Proteção da Criança, Adolescente, Mulher e Idoso de Tubarão, a jovem não registrou o caso porque não achou necessário. Depois de ser orientada por um  policial civil ela foi até à delegacia e formalizou a ocorrência.

Em depoimento, ela disse que solicitou a viagem para ir trabalhar e o motorista fez muitas perguntas relacionadas à vida pessoal da passageira. E quando percebeu, ele estava com o órgão genital ereto.

“Ela disse que em um determinado momento ele botou a mão no órgão e foi então que ela pediu para parar o carro e desceu”, contou a delegada. 

Jucinês diz que a situação é bem delicada, já que a lei prevê que o que o assédio sexual acontece em situações que o homem ou a mulher constrangem alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual.  A pena para esse crime pode resultar em detenção de um a 5 anos.

“Estamos tentando localizar o motorista e ouvir a versão dele para extrair mais elementos da ação, mas até o momento não temos elementos que caracterize um crime”, relata a delegada.

O motorista e a jovem foram procurados pelo Notisul e não foram localizados.