Zahyra Mattar
Tubarão

A maior reclamação dos responsáveis pela elaboração do Plano Diretor nos municípios impactados pelas obras da duplicação da BR-101 era a falta de um levantamento cartográfico que serve para delinear limites e assim tornar correta a elaboração ou revisão do plano. Ontem, na Amurel, este documento foi entregue para sete cidades impactadas: Tubarão, Jaguaruna, Sangão, Treze de Maio, Capivari de Baixo, Gravatal e Pedras Grandes, estes dois últimos não são margeados pela rodovia, porém, também sofrem impacto devido às obras.

Apenas Pedras Grandes enviou um representante. Das outras cidades, ninguém apareceu para buscar o material cujo investimento foi de R$ 6,3 milhões – R$ 5 milhões do governo federal e R$ 1,3 milhão do estado – e distribuído gratuitamente para todas as cidades.

As cartas cartográficas, cujo trabalho de confecção começou em julho do ano passado pelo satélite francês Spot 5, visa a elaboração e adequação dos Planos Diretores e diretrizes urbanas básicas e gestão ambiental, dos municípios integrantes da área de influência da duplicação da BR 101, no trecho compreendido entre Biguaçu e Passo de Torres, na divisa com o Rio Grande do Sul.
Em Tubarão, a elaboração do Plano Diretor segue lenta.

E a argumentação do coordenador do núcleo gestor, Carlos Ghislandi, era de que faltava justamente as cartas cartográficas. Assim, a empresa escolhida para a elaboração do plano teria subsídios suficientes para confeccionar o documento conforme rege a Lei de Diretrizes da Cidades, na qual a promoção do Plano Diretor em cada município brasileiro está inclusa. Agora, com o material em mãos é provável que o processo corre de maneira mais rápida.