Wagner da Silva
Braço do Norte

A Associação de moradores dos Bairros Floresta e Trevo (AMBFT), em Braço do Norte, pede urgência na análise e aprovação do Plano Diretor do município. A solicitação é justificada pelo compromisso assumido pela administração em dezembro do último ano.

Mais de sete meses se passaram desde o encontro com o prefeito de Braço do Norte, Evanísio Uliano (PP), o Vânio. Porém, até o momento, a única certeza é a inclusão do município na ação contra a instalação da fosfateira em Anitápolis. Outras oito reinvidicações foram feitas, mas nenhuma teve resposta.

Para o presidente da associação, Hugo Medicina, a aprovação do Plano Diretor será suficiente para resolver praticamente todas outras sugestões. “O projeto foi aprovado pelo prefeito anterior e precisava da aprovação da câmara. O documento não foi analisado como deveria, não houve a criação de emendas nem de vetos”, lamenta.

O Plano Diretor é uma importante ferramenta para o desenvolvimento. “Com o plano, o município saberá como e para onde crescer, pois regularizará os loteamentos clandestinos, reservará espaços próximos ao anel viário, um antigo projeto para indústria, gerando emprego e renda de forma organizada. Neste contexto, vemos que é a principal ação para que, em poucos anos, Braço do Norte torne-se exemplo”, argumenta Hugo.

Rompimento com a Casan seria benéfico

Outra sugestão importante, o rompimento do contrato de parceria, esteve na pauta de um encontro entre o prefeito Vânio Uliano e o presidente da Casan, Walmor De Luca.
Nos últimos anos, os moradores sofreram com problemas de abastecimento de água, o que para o presidente Associação de moradores dos Bairros Floresta e Trevo (AMBFT), Hugo Medicina, foi mais uma demonstração da fragilidade do sistema, já que a falta de investimentos que não acompanha o crescimento do município.

“Não temos rede de esgoto, o abastecimento é um dos piores da região. Não vemos grandes investimentos, mas grandes promessas. Acreditamos que o melhor, visto o descaso, seria o rompimento da parceria”, avalia Hugo.

A solução, segundo ele, é a implantação do sistema municipal de saneamento (Samae) e, em último caso, a contratação de uma empresa privada especializada neste tipo de gestão. “Não sou conhecedor de dados, mas acredito que qualquer uma conseguiria oferecer serviço superior com menor custo a população”, enfatiza.