A denúncia do Ministério Público contra o ex-deputado federal João Pizzolatti foi aceita pelo juiz da 1ª Vara Criminal de Blumenau, Juliano Rafael Bogo, no caso do acidente ocorrido em dezembro de 2017. A decisão foi tomada nesta quarta-feira, 21 de março, e Pizzolatti passa a ser réu no processo.

O advogado de defesa do ex-deputado, Honório Nichelatti Jr, manifestou-se sobre o caso por meio de uma nota. Nela, ele argumentou que “as recentes alterações no Código de Trânsito Brasileiro não tratam fatos desta natureza de forma dolosa, e sim na forma culposa. Sendo assim, sua defesa técnica irá demonstrar que o fato concreto não é uma hipótese de tentativa de homicídio e sim de lesões corporais, tudo conforme a atual legislação”.

Agora, Pizzolatti tem 10 dias para responder às acusações do Ministério Público. A promotora Patrícia Dagostin Tramontin, na denúncia, pede que o incidente seja enquadrado como tentativa de homicídio e embriaguez ao volante.

O acidente
Logo após o acidente na SC-421, em Blumenau, Pizzolatti admitiu em vídeo que estava embriagado. Dois dias depois ele chegou foi internado para se tratar do alcoolismo.

De acordo com o relatório da Polícia Militar Rodoviária (PMRv), o carro que Pizzolatti dirigia invadiu a pista contrária e bateu em dois veículos. Além de dirigir embriagado, Pizzolatti estava com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida desde agosto de 2017.

Entre 2014 e 2017, ele somou 222 pontos na carteira, conforme Detran de Santa Catarina.