Peregrinos de todo o mundo, assim como palestinos, começaram a se reunir nesta segunda-feira (24/12) para celebrar o Natal perto da Basílica da Natividade, construída sobre a caverna onde nasceu Jesus de acordo com a tradição cristã.

Como é habitual, escoteiros palestinos desfilaram ao som de gaitas pela Praça da Manjedoura, próxima da basílica e que possui uma imponente árvore de Natal. Em um ambiente festivo, os alto-falantes tocavam músicas de natal em árabe. “É uma grande oportunidade estar em um local tão simbólico do Natal”, afirmou Léa Gudel, uma estudante francesa de 21 anos.

Em 2017, as celebrações de Natal em Belém – cidade palestina na Cisjordânia ocupada por Israel há mais de 50 anos – foram ofuscadas pela tensão provocada pela decisão americana de reconhecer Jerusalém como capital de Israel. Esta decisão unilateral provocou manifestações quase diárias nos territórios palestinos, incluindo Belém, cidade separada de Jerusalém por um muro construído pelas autoridades israelenses.

“Apesar do contexto político, cada vez me sento mais feliz de celebrar (o Natal)”, disse Abeer Nassr, uma mulher acompanhada por seus filhos.

O arcebispo Pierbattista Pizzaballa, administrador apostólico do patriarca latino de Jerusalém, chegou no início da tarde a Belém, onde celebrará a tradicional missa da meia-noite.

A cerimônia religiosa terá a presença do presidente palestino Mahmud Abbas, assim como de outras autoridades palestinas. Após vários anos de que nas visitas de turistas, em consequência do conflito israelense-palestino, Belém registrou em 2018 o seu maior fluxo de visitantes, de acordo com fontes palestinas do setor de turismo.