Cristina Zelma, mãe da adolescente, no vídeo em que denunciou o caso de racismo - Foto: Reprodução

O caso da adolescente que teve as tranças dos cabelos cortados dentro de uma sala de aula em Pedras Grandes foi encaminhado ao Ministério Público, após investigação realizada pela Polícia Civil. De acordo com a denúncia realizada pela mãe da adolescente, além de ter os cabelos cortados, a jovem também foi agredida verbalmente e teve sua máscara cortada: o ato ocorreu em uma escola estadual por volta do último dia 3 de novembro, e foi tratado pela polícia como infração análoga ao crime de injúria racial.

A denúncia aconteceu seis dias depois da mãe publicar um vídeo em suas redes sociais relatando o ocorrido. “A minha filha usa trancinhas e uma colega cortou as tranças dela”, revela o vídeo. “A minha filha virou para trás e perguntou por que ela tinha cortado e a menina falou que quis cortar e que o cabelo da minha filha era de negro e que era ruim”, desabafou. De acordo com a advogada que representa a vítima, a família já estava de mudança, e a situação de racismo fez com que acelerassem o processo. A estudante, agora vivendo em uma cidade da Grande Florianópolis, não quer mais retornar às aulas presenciais.

Segundo o vídeo, a agressão foi cometida por outra jovem, de cerca de 13 anos de idade, e a jovem que teve o cabelo cortado foi até a professora para relatar o incidente, mas nada foi feito. No dia seguinte, uma situação similar de agressão aconteceu dentro do ônibus escolar: quando a jovem chegou em casa chorando e afirmando que não queria mais ir à escola que a mãe enfim tomou conhecimento da situação, e procurou a coordenação da escola. Ainda segundo o vídeo, inicialmente nenhuma ajuda foi oferecida à adolescente pela escola, que também não havia feito nada para contornar a situação.

“Eu preciso que alguém me ajude, porque infelizmente a escola não fez nada. Não chamaram a minha filha, não perguntaram como ela tava, não foi feito nada”, diz a mãe, que também revelou que a filha pediu que todas as tranças de seu cabelo fossem desfeitas. Em nota, a Secretaria de Educação do estado afirmou que “orienta a coordenadoria regional e a equipe gestora da unidade escolar para que tomem todas as medidas administrativas e pedagógicas cabíveis diante do caso. Também garante todo apoio à vítima e preservação da identidade dos envolvidos”. Segundo a Polícia Civil, por se tratar de situação envolvendo adolescentes, as provas foram colhidas e encaminhadas ao Judiciário e ao Ministério Público.

Com informações de MSN Notícias