Imbituba

Na comemoração do aniversário de Imbituba, é impossível não lembrar do porto. Localizado no coração do município, o porto participou intensamente das diferentes fases de crescimento e atualmente coloca Imbituba como eixo multimodal do sul do estado. Para o próximo ano, a empresa Santos Brasil (prestadora de serviço de operação portuária) deve investir mais de R$ 300 milhões.

“Nestes 52 anos de emancipação política, a atividade portuária corresponde ao alicerce da cidade e, atualmente, é este o setor que coloca Imbituba como foco do crescimento regional”, comemora o administrador do porto, Jeziel Pamato de Souza.
Sob nova gestão desde 2005, o porto passou por um processo de modernização, que abriu novas oportunidades. Com processos de arrendamento de terminais e áreas de armazenagem, a Companhia Docas conseguiu atrair investimentos e alavancar a atividade portuária, transformando o antigo terminal exportador de carvão em um porto polivalente.

“O Porto de Imbituba sempre esteve presente no desenvolvimento de nossa cidade, razão pela qual sua gestão é realizada de forma responsável”, ressalta Jeziel.
Para ele, a atividade portuária é uma fronteira para o desenvolvimento e estabelece importantes parcerias, não só com a iniciativa privada, como também com o poder público. “O setor propicia a criação de inúmeros postos de trabalho, aumento de renda e de oportunidades às famílias”, reforça.

Atividades portuárias

Com a descoberta das jazidas de carvão no sul do estado, no fim do século 19, Imbituba foi escolhida para sediar o porto de escoamento do mineral, que seria transportado desde as minas – a maioria localizada na região de Criciúma – por uma estrada de ferro. Entretanto, como os projetos de lavra não prosperaram de imediato, a implantação das instalações portuárias iniciou somente em 1919, com o pioneirismo do empresário Henrique Lage, que na época contou com a ajuda do engenheiro Álvaro Catão, então diretor da Estrada de Ferro Tereza Cristina.

Em 1922, foi criada a Companhia de Mineração de Carvão do Barro Branco e, em novembro do mesmo ano, surgiu a Companhia Docas, sob direção de Álvaro Catão.
Durante 50 anos, o porto de Imbituba esteve vinculado à mineração do carvão, chegando a movimentar cerca de quatro milhões de toneladas anuais. A redução das alíquotas de importação e a retirada do subsídio ao carvão catarinense, em 1990, acarretaram no colapso da indústria da mineração no estado.

Atualidade

Em 2008, com o arrendamento do terminal de contêineres, vencido pelo Tecon Imbituba, uma empresa subsidiária do Grupo Santos Brasil, o porto de Imbituba conquistou o seu principal parceiro na ampliação da sua infraestrutura. Atualmente, está em execução a obra de ampliação do cais, com previsão de término em maio do próximo ano. Este investimento é direcionado ao aumento da área de atracação dos berços um e dois, transformando o comprimento total de 250 metros para 660 metros.

Paralelamente à construção do novo cais, há a previsão de obras de dragagem entre outubro deste ano e setembro de 2011. A obra visa o aumento da profundidade do porto para 15 metros, além das obras de fortalecimento dos molhes de abrigo, executadas pelo Exército.