Jaguaruna

Agentes da Polícia Federal realizaram buscas e apreensão de documentos nesta sexta-feira (2), na prefeitura de Jaguaruna. A ação tem como alvo uma organização criminosa inserida nas prefeituras da região Sul do Estado. A operação Águas de Prata, que teve início em maio de 2016 e ocorreu em Araranguá,  Criciúma, Cocal do Sul, Jacinto Machado, Siderópolis, Orleans e Turvo.

Conforme o delegado da Polícia Federal, em Criciúma, Edgar Butze Grudtner, há indícios de obra superfaturada na Cidade das Praias por isso a operação no município. “Fizemos a busca e apreensão de alguns documentos pela manhã. E logo em seguida já remetemos esse material recolhido na prefeitura de Jaguaruna para perícia”, explica.

De acordo com o prefeito da Cidade das Praias, Edenilson Montini da Costa, antes de iniciar o seu mandato, Jaguaruna tinha um contrato com uma empresa que realizava obras na cidade e com o andamento das investigações, os trabalhos foram paralisados. “Temos que aguardar o fim das investigações e depois disso verificar o que precisamos fazer para concluir a obra.

O nome da operação é uma alusão a um dos aquedutos construídos em Portugal no reinado de D. João III (1521/1557), em que ficou constatado que o responsável pela fiscalização, Pero Borges, teria desviado 50% dos recursos a ela destinados. Um ano após ser condenado, foi nomeado ouvidor-geral do Brasil, com a missão de distribuir justiça na então colônia.

As apurações da operação iniciaram em fevereiro de 2015 e resultaram na instauração de diversos inquéritos policiais, os quais descortinaram uma organização criminosa especializada no direcionamento e fraude em procedimentos licitatórios. Além de desvios de recursos públicos por meio da execução inadequada de projetos de saneamento básico em ao menos nove municípios de Santa Catarina, bem como lavagem de dinheiro.