#ParaTodosVerem Na foto, um caminhão com combustível saindo de uma refinaria da Petrobras
Os valores do diesel e da gasolina foi reajustado pela Petrobras no dia 17 de junho - Foto: Diego Vara | Reuters | via Agência Brasil | Divulgação

Os preços da gasolina e do diesel subiram nos postos nesta semana e bateram recorde, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta sexta-feira (24). A pesquisa da agência também mostrou uma inversão importante. O preço do litro do diesel ficou mais caro do que o da gasolina pela primeira vez desde 2004. De acordo com o levantamento da ANP, o valor médio do litro do diesel passou de R$ 6,906 para R$ 7,568, uma alta de 9,6%. Na semana, o maior valor encontrado para o diesel foi de R$ 8,950 no município de Cruzeiro do Sul, no Acre. Já o preço médio do litro da gasolina avançou de R$ 7,232 para R$ 7,39, uma alta de 2,2%. O maior valor encontrado foi de R$ 8,890 na cidade de São Paulo.

São os maiores valores nominais pagos pelos consumidores para a gasolina e o diesel desde que a ANP passou a fazer levantamento semanal de preços, em 2004. É preciso lembrar que os valores são uma média nacional e podem ser diferentes entre um Estado e outro. Já o valor médio do etanol caiu de 4,91 para R$ 4,873, uma queda de 0,8%. No posto mais caro pesquisado pela agência, custava R$ 7,890. A ANP coletou preços em mais de cinco mil postos de combustíveis no Brasil. A nova pesquisa da ANP já contempla integralmente o último aumento anunciado pela Petrobras nas suas refinarias. Em 17 de junho, a estatal anunciou uma alta de 5,18% na gasolina e de 14,26% no diesel. Vale lembrar que o valor final dos preços dos combustíveis nas bombas depende não só dos valores cobrados nas refinarias, mas também de impostos e das margens de lucro de distribuidores e revendedores.

Preocupado com a alta dos combustíveis em ano eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro tem pressionado a Petrobras a não repassar a alta internacional dos preços do petróleo para as bombas. Nesta semana, José Mauro Coelho pediu demissão da presidência da estatal em meio a crescentes pressões do governo. O substituto de Mauro Coelho deve ser Caio Paes de Andrade. Desde 2016, a estatal passou a adotar para suas refinarias uma política de preços que se orienta pelas flutuações do preço do barril de petróleo no mercado internacional e pelo câmbio. Neste ano, porém, a Petrobras passou a represar os reajustes, evitando repassar automaticamente as variações do mercado internacional e do câmbio. O diesel não era reajustado nas refinarias da Petrobras desde 10 de maio – há 39 dias. Já a última alta no preço da gasolina havia sido em 11 de março – há 99 dias. Foi o maior intervalo sem reajustes na gasolina em ao menos mais de 2 anos e meio.

Fonte: Agência Nacional de Petróleo
Edição: Zahyra Mattar | Notisul

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