Brusque

“A OAB (ordem dos Advogados do Brasil (sic)) é uma vergonha. Está sempre do lado errado. Quanto pior melhor, vivem da desgraça alheia. Parecem porcos que se acostumaram a viver num chiqueiro, não sabem que podem viver na limpeza, na ética, na ordem e principalmente ajudar o Brasil. Só pensam no bolso deles, quanto vão ganhar com a desgraça dos outros. Bando de abutres”.

A manifestação acima, publicada pelo empresário catarinense Luciano Hang, dono das lojas Havan – rede varejista com sede na cidade de Brusque -, na sua página no Facebook, gerou polêmica e provocou a reação da seccional catarinense da entidade.

O comentário do empresário foi em razão da notícia de que a OAB Nacional e o Colégio de Presidentes de Seccionais haviam emitido nota “alertando sobre prejuízos com extinção da Justiça do Trabalho”.

Até as 15h34 de ontem, a publicação de Hang havia alcançado 3,9 mil “curtidas”, mil compartilhamentos e registrado a manifestação de 627 pessoas, com críticas e também apoio ao ponto de vista do empresário.
Neste domingo, sem citar o nome de Hang, o presidente da OAB/SC, Rafael de Assis Horn, também recorreu às redes sociais para anunciar que a entidade e o Conselho Federal da Ordem ajuizarão, em conjunto, “ações judiciais cabíveis em face do cidadão que neste sábado, ultrapassando os limites do direito de opinião, injuriou e difamou nossa profissão, nossa instituição”.

Horn mencionou, ainda, que a entidade disponibilizará as ações “para aqueles que pretenderem demandar individualmente” contra Hang. Apenas em Santa Catarina são mais de 40 mil advogados e advogadas.

Para o presidente da OAB/SC, o dono da Havan “ultrapassou os limites do direito de opinião”. “A liberdade de expressão é uma conquista da sociedade (arts. 18 e 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos), garantida pela Constituição Federal do Brasil (arts. 5o, IV, VIII e IX, e 220, par. 2o). E se há uma profissão conectada com as conquistas libertárias, é a advocacia, considerada pela Constituição Federal ‘indispensável à administração da justiça’, razão pela qual ‘inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei’, afirmou Horn em suas contas nas redes sociais Facebook e Instagram.