#Pracegover foto: na imagem há uma mulher de roupa rosa
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Para encerrar agosto, mês que se tem a figura do pai como destaque, é oportunizar uma reflexão sobre a importância de novas visões e conceitos sobre a figura paterna. Pensar também na parentalidade no século XXI.

“É importante refletir sobre as varáveis mais recentes, que interferiram nas relações parentais e no lugar de pai. Como por exemplo, a desconstrução dos papéis de gênero, com um impacto na experiência parental, onde pai e mãe já não exercem suas funções da mesma maneira. Os homens perderam a exclusividade no mundo do trabalho, então eles não são os únicos provedores da casa, passando a dividir com o outro adulto a responsabilidade pelos filhos; as mulheres já não reconhecem a sua realização na maternidade entre outros fatores”, ressalta a psicóloga e psicopedagoga, Sandra Regina de Souza Cruz (CRP:12/09443 / ABPpSC:176/2002).

A especialista destaca também que quando nascemos, diferente de outros mamíferos, precisamos e somos dependentes do ambiente e de outro sujeito, que além das nossas necessidades de alimentação e higiene, nos “paparique”, converse, enfim, porque somos seres de linguagem.

“Mais ou menos assim: o bebê faz um choramingo e quem cuida dele fala muitas vezes: “ ah, este bebezinho lindo da mamãe (ou do papai, ou da dinda ou do vovô), tá com fominha ?” Esta função, de torná-lo um sujeito, pode ser exercida por um outro sujeito adulto, independente de gênero. E, aí, entra nesta relação, algo fundamental, que é o amor”, ressalta.

Para Sandra o amor por ser contingencial, pode ou não acontecer, então, ser pai biológico, sem convivência ou relação próxima, não garante o vínculo de paternidade. Porque o amor é construído no cotidiano. É no dia-a-dia que ele se estabelece.

“Na minha experiência de filha, meu pai foi amoroso, presente e era minha mãe que trabalhava fora. Diferente dos pais das minhas colegas, que exerciam um papel tradicional de pai provedor e constituído pela construção tradicional do masculino, onde era percebida a dificuldade de expressarem sua afetividade. Ser pai vai além da biologia, do gênero, da orientação sexual ou do estado civil. Ser pai é construído no dia após dia. Baseia-se na presença e na construção de laços (possíveis). Ser pai, é para cada um sentido diferente”, completa.

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Fonte: Próvida