A presidente do Sinpaaet, Gisele Vargas, afirma que o objetivo é informar a classe sobre o não recebimento do benefício dado a profissionais da rede pública  -  Foto:Ronaldo Sant’anna/Divulgação/Notisul
A presidente do Sinpaaet, Gisele Vargas, afirma que o objetivo é informar a classe sobre o não recebimento do benefício dado a profissionais da rede pública - Foto:Ronaldo Sant’anna/Divulgação/Notisul
Maria Julia Goulart
Tubarão
 
Os professores da rede privada prometem um protesto diferente, neste domingo, em Tubarão. O movimento é em relação ao trabalho excessivo da categoria sem o reconhecimento devido. “Diferente dos professores da rede pública, nós temos um trabalho intensivo e extensivo que é obrigação dos professores fora da sala de aula. Porém, esta carga extra de trabalho não é remunerada, queremos os nossos direitos”, pede a presidente do Sindicato dos Professores e Auxiliares de Administração Escolar de Tubarão (Sinpaaet), Gisele Vargas.
 
De acordo com Gisele, os professores de escolas particulares não recebem a chamada hora-atividade, uma remuneração para trabalhos extraclasse, como preparação de aulas e correção de provas. A ideia do ‘domingo de greve’ é chamar a atenção para o problema, já que os professores da rede pública são contemplados com o benefício e conscientizar os professores sobre a situação.
 
O protesto, contudo, não terá caráter de manifestação. “A categoria não irá realizar nenhum ato público. Há algumas semanas realizamos panfletagem nas escolas. Nosso objetivo é orientar todos os professores da rede privada sobre o assunto”, ressalta Gisele.