Mantega voltou a reforçar que o Brasil tem munição para combater a crise econômica mundial.
Mantega voltou a reforçar que o Brasil tem munição para combater a crise econômica mundial.

São Paulo (SP)

O ministro da fazenda, Guido Mantega, voltou a afirmar, em encontro do Fundo Monetário Internacional (FMI), que o Brasil está preparado para tomar medidas de estímulo à economia em caso de agravamento da crise. Mantega saiu em defesa da redução de juros e dos incentivos fiscais.

Contudo, ele garantiu que estas não são as duas únicas armas do país para enfrentar a crise. Mantega destacou que o Brasil tem mais “munição” para estimular a economia do que países avançados que estão endividados, como os EUA, e no centro da crise, como os europeus.

Mas entre o estímulo fiscal ou monetários à economia, o ministro disse preferir a segunda opção. “As elevadas taxas de juros que não são exatamente uma vantagem. Mas, em uma situação como essa, temos margens para redução (de juros)”, analisou.

Mantega reforçou ainda a importância de medidas como o direcionamento das compras governamentais, que deve ser publicada em decreto amanhã. O primeiro setor beneficiado é a indústria têxtil. Com isso, o país pretende usar a capacidade de compra do estado para privilegiar produtos nacionais.

Mesmo com o clima otimista, Mantega acredita que a economia mundial corre o risco de enfrentar uma nova fase de agravamento da crise financeira que, segundo ele, poderia resultar em recessão (crescimento negativo).

“Este é o cenário mais otimista em relação a esta crise mundial. O mais pessimista é que a economia mundial mergulhe numa nova crise da dívida soberana”, opinou o ministro.