Tubarão

Uma ação popular foi ingressada contra a Fundação Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) e  sete dirigentes, ex-gestores e ex-reitores da instituição protocolada no último dia 13. A ação foi distribuída à Vara da Fazenda Pública, Executivo Fiscal, Acidente do Trabalho e Registro Público da Comarca.Movida pelo psicólogo Filipe Deodato Pereira, o intuito do requerente é o de questionar, suspender ou invalidar atos de gestão da Fundação Unisul e/ou de seus dirigentes, que lesaram ou lesem o patrimônio público, uma vez que se trata de ente de Direito Público.

Nesta quinta-feira (26), por intermédio de seus advogados, Felipe requereu a juntada de novos documentos, tendo em vista, que teve acesso a eles após o ajuizamento da ação. Na documentação, o requerente destaca que a Fundação Unisul possui diversos contratos com empresas terceirizadas de maneira desidiosa, além de inúmeros pagamentos efetuados com passagens áreas,hospedagens/estadas, refeições e diárias de possíveis servidores e segundo ele, entre outras irregularidades.

Entre as irregularidades trazidas pelo advogado de Felipe, Léo Rosa de Andrade, na petição inicial, está que em  2005, foi criada a PrevUnisul, que faz a gestão do Unisulprev (chamado de “plano velho”) e do Uniprev (“plano novo”). O Unisulprev remunera, conforme a ação e o Portal da Transparência da entidade, 91 aposentados e 21 pensionistas, mas somente 75 pessoas contribuem com o plano. “O prejuízo, a Unisul paga. Trata-se, tal plano, de uma manobra ilegal para sustentar aposentadorias de, dentre outros, ex-dirigentes. Ainda grave, quando instituído, alguns dos ex-dirigentes nem estavam mais na Unisul. Não obstante, estão sendo beneficiados”, acusa o advogado.

Em nota enviada há poucos dias, de acordo com representantes do Gabinete da Reitoria, a Unisul neste momento não tem fôlego sozinha para revigorar-se em nível financeiro e de investimento e parcerias são estudadas para sair deste momento de adversidades financeiras. “Somos uma Universidade de qualidade, com nota máxima na avaliação do MEC – cinco – e isso deve viabilizar parcerias ou outras alternativas de investimentos. As estratégias em busca de soluções seguem trâmites específicos, dependendo da modalidade e dos rituais inerentes ao modelo fundacional, o que exige um conjunto de procedimentos e a necessidade de se manter as conversações reservadas, em determinados momentos”, salienta o Gabinete.