Brasília (DF)

Uma reunião realizada ontem entre líderes da base governista no senado decidiu adiar a votação do novo imposto, a Contribuição Social para a Saúde (CSS), para depois das eleições municipais, em outubro.
O presidente do senado, Garibaldi Alves Filho, disse que, mesmo com a decisão de adiar a apreciação da matéria, continua pessimista quanto ao êxito do governo.

O líder do governo no senado, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou que o adiamento se justifica pelo interesse do governo em discutir mais a matéria. “A oposição está com muita vontade de votar rapidamente o aumento de imposto. Nós não estamos. Queremos discutir com tranqüilidade; verificar, inclusive, se é compatível essa proposta de aumento com a reforma tributária; ouvir o ministro da saúde e, com tranqüilidade, votar no momento oportuno”, declara.

O líder do PSDB no senado, Arthur Virgílio (AM), deixou a reunião ironizando os argumentos do líder do governo. Ele ponderou que, se a bancada governista tem tanto interesse nos recursos que essa contribuição propiciará à saúde, por que adiar a decisão do senado para depois das eleições municipais?

Para ele, o governo já concluiu que a CSS será sepultada. “Estou de queixo caído. O governo falou o tempo inteiro que precisava de fonte nova de financiamento para a saúde. E nós sempre dizemos que não precisava. E agora o governo nos diz que não quer votar essa tal CSS antes das eleições. O que é que tem eleição a ver com a saúde?”, questiona.

O líder do Democratas, José Agripino (RN), ressaltou que seu partido reagirá com toda a veemência não só à tentativa de restaurar a CPMF, como a qualquer alternativa que signifique mais tributos para a população. “Se o governo quiser, poderemos votar até o dia 17 de julho. Mas somos contra o novo imposto”, anuncia.