Considerado o tipo mais comum de câncer entre a população masculina, o câncer de próstata representa 29% dos diagnósticos da doença no país entre os homens. Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), para cada ano do triênio 2020/2022, serão diagnosticados no Brasil 65.840 novos casos de câncer de próstata. Esse valor corresponde a um risco estimado de 62,95 casos novos a cada 100 mil homens (Instituto Nacional de Câncer, 06/02/2020).  Homens com mais de 55 anos, com excesso de peso e obesidade, estão mais propensos à doença.

A campanha Novembro Azul serve de alerta à gravidade e prevenção desta doença silenciosa e que não costuma mostrar sinais até que esteja em estágio bastante avançado.

Exames rotineiros e preventivos, como o de toque retal que se faz necessário após os 50 anos de idade, são importantes para se evitar um possível diagnóstico tardio da doença.

Mas, afinal como prevenir o câncer de próstata?

O câncer de próstata nada mais é do que o crescimento desordenado e desorganizado da próstata, uma glândula presente no homem que produz o líquido seminal, responsável por nutrir o esperma.

Embora nenhum câncer seja totalmente cabível de prevenção, alguns hábitos de vida como alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos, controle do peso corporal são fatores que podem contribuir para a prevenção da doença.

Luiz Hargreaves, coordenador de cursos da área de saúde da Unyleya, uma das primeiras Instituições de Ensino 100% EAD no Brasil, fala sobre a prevenção e fatores de risco do câncer de próstata.

Níveis elevados de testosterona, diabetes não tratada, obesidade e sedentarismo são fatores importantes que podem estar associados a este tipo de câncer. A genética também contribui, principalmente nos casos como três ou mais parentes de primeiro grau forem afetados, dois parentes de primeiro grau afetados antes dos 55 anos de idade ou quando ocorrer em três gerações consecutivas.

Quais os sintomas do câncer de próstata?

Entre os principais sintomas da doença, estão: disfunção erétil, micção frequente, fluxo urinário fraco, aumento da vontade urinar a noite, sangue ou sêmen na urina e dor na lombar, irradiada ou não para os membros inferiores.

Vale lembrar que os sintomas são mais comuns quando o câncer já está mais avançado e nestes casos, podem ser resultantes de invasão da bexiga, reto e ossos da bacia.

Ignorar os sintomas, principalmente relacionados ao ato sexual e miccional, além de não realizar os exames necessários após os 50 anos, são os maiores erros dos homens.

Quando realizar o exame?

Conforme orientação do Ministério da Saúde, e alguns consensos na área, é indicado que homens de 50 anos ou mais, façam o exame de toque retal uma vez ao ano, apresentando ou não sintomas.

Por meio dele, o médico urologista poderá identificar alterações na próstata e, caso julgue necessário, solicitar novos exames. Quando a doença é diagnosticada precocemente, os tratamentos têm chance muito maior de sucesso.

Como se dá o tratamento?

O tipo de tratamento a ser realizado em um diagnóstico de câncer de próstata vai depender do estágio da doença, lembrando que este tipo de câncer tende a evoluir lentamente. No início, é indicado apenas monitoramento em relação ao tamanho e localização do tumor e presença de sintomas. Já para os mais agressivos, indica-se radioterapia, cirurgia, terapia hormonal ou quimioterapia.

A cirurgia de remoção do câncer de próstata não é considera muito invasiva, mas quanto maior a quantidade de tecido retirado, maior a gravidade dos riscos. Ela pode gerar incontinência urinária, impotência sexual, infertilidade e linfedema.

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Fonte: Luck Assessoria