A bactéria da coqueluche tem preferência por crianças menores de um ano, mas pode desenvolver em pequenos com idade superior e também em adultos.
A bactéria da coqueluche tem preferência por crianças menores de um ano, mas pode desenvolver em pequenos com idade superior e também em adultos.

Zahyra Mattar
Tubarão

Dados do Ministério da Saúde apontam que a coqueluche começou a atingir crianças e adultos com maior frequência nos últimos anos. No ano passado, foram registrados 247 casos no Brasil. Esse ano, entre janeiro e julho, foram 374 ocorrências confirmadas.

Ainda que gere preocupação, não existe surto no país e em nenhum estado, mas a informação é sempre bem-vinda e ajuda a prevenir. Em Santa Catarina, a vacina está disponível em todos os postos de saúde do estado.
Mas, atenção: as doses são para os pequeninos. No caso de adultos e crianças com idade superior a 4 anos, a imunização é encontrada apenas em clínicas particulares. Até porque este público não é alvo da bactéria que desencadeia a doença.

No estado, no ano passado, houve 15 casos confirmados de coqueluche. Deste total, 14 foram em crianças menores de 1 ano e um em um pequenino com idade entre 1 e 4 anos.
Este ano, entre janeiro e a última segunda-feira, dez casos estão confirmados: nove entre pequenos menores de 1 ano e um em uma criança com idade entre 1 e 4 anos.

Os dados são da Vigilância Epidemiológica do estado. A exemplo do que ocorre no país, Santa Catarina dispõe de estratégias permanentes para controlar e combater o avanço da doença. Desde 1994, o estado tem uma média de notificação de 100 casos de coqueluche por ano.

Deste total, de 10% a 15% são confirmados. A coqueluche, popularmente conhecida como tosse comprida, é uma doença de transmissão respiratória, como o resfriado e a gripe. É uma bactéria que entra no aparelho respiratório e provoca uma tosse muito prolongada.

A vacinação

A vacina que protege contra a coqueluche está disponível, gratuitamente, na rede pública de saúde de Santa Catarina para crianças menores de 4 anos. No total, são aplicadas cinco doses, o que garante imunização por um período superior a dez anos.
1ª dose – aos dois meses.
2ª dose – aos quatro meses.
3ª dose – aos seis meses.
4ª dose – a 1 ano e três meses (1º reforço).
5ª dose – aos 4 anos (2º reforço).

Atenção, papais!

É preciso levar a carteirinha de vacinação ao posto de saúde. Caso o seu filho esteja na idade de receber as doses, procure a unidade do seu bairro. Para quem está na dúvida, este é um bom momento para verificar se o calendário de imunização do seu pequeno está em dia.