Zahyra Mattar
Tubarão

Ao contrário do observado no restante do país e do mundo, a produção de arroz na Amurel dá sinais claros de retomada. Os 300 rizicultores da região penaram nas últimas duas safras. Agora, o setor segue na contramão do observado no país, onde é prevista uma quebra de 12% na safra. Na Amurel, a perda estimada é metade disto: entre 5% e 6%.

Na safra 2008/2009 o percentual chegou a 16,66% na região. O reflexo direto foi observado na movimentação financeira do setor. O giro econômico não passou dos R$ 65 milhões. Agora, a expectativa é que supere os R$ 100 milhões.

Paralelamente, outro cenário chama a atenção. A produção mundial também caiu. A Ásia, maior produtor e consumidor, já registra quebra e isto deverá afetar o preço do arroz, inclusive no Brasil. “Acredito que haverá aumento em 2010. Hoje, o consumidor encontra o quilo do arroz em R$ 1,20. Para o próximo ano a mesma quantidade deverá chegar a um patamar de R$ 2,00. As chuvas prejudicaram muito”, pontua o presidente da Copagro, Dionísio Bressan Lemos.

Internacionalmente, o arroz custa US$ 550,00 a saca. Há dois anos, quando a mesma configuração mundial estabeleceu-se, passou para US$ 1 mil. O mesmo é estimado agora. Daí a previsão de aumento ao consumidor final. No Brasil, a saca é vendida, hoje, a R$ 28,00. Em 2010, deverá voltar ao valor de antes da crise do setor, na safra de 2007/2008, ou seja, R$ 30,00.

Na Amurel

Atualmente, a Amurel tem 21 mil hectares de plantação de arroz divididos entre Tubarão, Jaguaruna, Treze de Maio, Sangão, Capivari de Baixo, Gravatal, Laguna, Imbituba, Imaruí. Juntos, os rizicultores são responsáveis pela produção de três milhões de sacas por safra.